
O CEO da SAF do Atlético, Pedro Daniel, falou nesta segunda-feira (25), na Arena MRV, sobre a situação financeira do clube após a aprovação de um aporte superior a R$ 500 milhões pelo Conselho Deliberativo.
De acordo com o dirigente, a maior parte do valor será destinada ao pagamento de dívidas bancárias, apontadas por ele como o principal desafio financeiro enfrentado pela SAF no dia a dia. Pedro Daniel destacou ainda que o aporte deve reduzir consideravelmente os gastos com juros.
“Esse aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagamento de dívida bancária, que realmente é a dívida que mais impacta a SAF no cotidiano. Quase 90% do valor será usado para quitar essas dívidas e outra parte para investimentos que já realizamos, tanto na última janela de transferências quanto principalmente no ecossistema do futebol”, afirmou.
O executivo também revelou que, no ano passado, o clube desembolsou quase R$ 300 milhões em despesas financeiras.
“Pensando em uma empresa que fatura cerca de R$ 700 milhões, ter R$ 300 milhões em juros pesa muito. Agora, com esse aporte, a projeção é reduzir esse valor pela metade, ficando em torno de R$ 150 milhões, o que traz mais eficiência para a operação”, completou.
Na sequência, Pedro Daniel admitiu a possibilidade de um novo aporte financeiro no futuro. Segundo ele, apesar do investimento atual aliviar parte da situação, os problemas financeiros da SAF ainda não estarão totalmente resolvidos.
“Esse aporte ajuda bastante e reduz a dívida bancária, mas não resolve todos os nossos problemas. Precisaremos aumentar nossa eficiência e discutir internamente os investimentos, a janela de transferências e também a relação entre receitas e despesas”, explicou.
“É bem provável que aconteça um novo aporte pensando no próximo ano”, acrescentou.
Por fim, o CEO afirmou que parte do montante também será utilizada para quitar débitos com credores, especialmente ligados ao futebol.
“Já estamos trabalhando nisso, entrando em contato com credor por credor, principalmente no futebol. Nosso pilar de credibilidade passa por isso. Recentemente aprovamos um plano na CNRD justamente para pagar todos os credores, e parte desse valor será destinada a isso”, concluiu.
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