
A Justiça de Minas Gerais condenou o ex-prefeito de Santo Hipólito, na região Central do estado, Gilson Santiago Aranha Júnior, conhecido como Dr. Gilson, por uso irregular de diárias de viagem durante sua gestão. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o então chefe do Executivo recebia recursos públicos para supostos compromissos oficiais enquanto estaria em viagens de lazer em praias de Prado, na Bahia, Guarapari, no Espírito Santo, e também em uma fazenda da família.
A sentença, publicada no último sábado (30), aponta que as diárias eram utilizadas para simular deslocamentos institucionais, resultando na condenação por enriquecimento ilícito e na determinação de ressarcimento aos cofres públicos.
Segundo o MPMG, entre janeiro de 2018 e maio de 2019, a Prefeitura de Santo Hipólito desembolsou valores referentes a diárias que teriam causado prejuízo estimado em R$ 160 mil ao município. Desse total, R$ 94,2 mil teriam sido recebidos pelo ex-prefeito. Já a ex-secretária de Saúde, Michele Pereira dos Santos Barcelos, recebeu R$ 37.124 e também foi condenada no processo.
Na ação, o Ministério Público anexou documentos como notas de empenho, ordens de pagamento e relatórios de viagem que indicavam deslocamentos do então prefeito para Belo Horizonte e Brasília, inclusive durante feriados como Carnaval e Semana Santa. No entanto, publicações em redes sociais mostrariam Gilson Aranha em momentos de lazer nas mesmas datas, em praias da Bahia, do Espírito Santo e na Fazenda Santa Edwiges.
Em relação à ex-secretária Michele Barcelos, o juiz entendeu que ela teria participado da articulação do esquema dentro da Secretaria de Saúde, utilizando diárias para complementar remuneração e movimentar recursos em espécie.
A decisão judicial também menciona que órgãos federais informaram não haver registros de agendas oficiais em nome do ex-prefeito nas datas em que as diárias foram pagas.
Mín. 14° Máx. 26°


