
Uma mulher de 44 anos foi morta estrangulada dentro de casa na madrugada de domingo (5), em Cataguases, na Zona da Mata mineira. O principal suspeito do feminicídio é o marido da vítima, João Vitor Silva Coleta da Matta, de 41 anos, que foi preso horas depois do crime.
Segundo o auto de prisão em flagrante, ao qual o g1 teve acesso, o suspeito confessou o feminicídio em um primeiro momento, mas posteriormente optou por permanecer em silêncio durante o depoimento oficial. Na segunda-feira (6), a prisão em flagrante dele foi convertida em preventiva.
A Defensoria Pública, responsável pela defesa de João Vitor Silva, informou que não comenta casos criminais específicos e que só se manifesta quando há críticas ou questionamentos relacionados à própria atuação institucional.
De acordo com a Polícia Militar, quando os militares chegaram à residência encontraram Karen Aparecida Ferreira Rosa já sem vida na sala da casa. Uma cena que chocou até os policiais chamou atenção: a filha mais nova do casal, uma bebê de apenas 1 ano, ainda mamava no peito da mãe no momento em que o corpo foi localizado. Já o outro filho do casal, um menino de 2 anos, estava deitado em um dos quartos da residência.
Segundo a irmã da vítima, Cássia Cristina Ferreira Mineli, Karen deixou sete filhos e seis netos. Os dois filhos mais novos moravam com ela e eram frutos do relacionamento com o suspeito. O corpo da vítima foi enterrado ainda no domingo no Cemitério Municipal de Cataguases.
Conforme o boletim de ocorrência, após o crime, João Vitor Silva fugiu do local depois de telefonar para a própria irmã e pedir que ela fosse até o imóvel. Testemunhas relataram à polícia que ouviram uma discussão entre o casal antes do assassinato e disseram que as brigas eram frequentes.
O suspeito foi localizado e preso na tarde de domingo, mas o local onde ele foi encontrado não foi divulgado pelas autoridades. As duas crianças ficaram sob os cuidados de familiares.
Em nota, a Polícia Civil informou que o homem teve a prisão em flagrante ratificada e foi encaminhado ao sistema prisional. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Cataguases como feminicídio.
O relacionamento entre Karen e João Vitor Silva, segundo familiares, era marcado por episódios constantes de violência. Em setembro de 2023, o homem já havia sido preso em flagrante após agredir a vítima com cabeçadas, conforme registro da Polícia Militar.
Na época, a Justiça chegou a determinar medidas protetivas de urgência e também a prisão do suspeito. Entretanto, as medidas acabaram sendo revogadas posteriormente a pedido da própria vítima.
Ainda segundo a irmã de Karen, o casal estava junto havia cerca de quatro anos e vivia um relacionamento conturbado. “Ela se separava, mas ele insistia e ela voltava por causa dos meninos. Eu não sei se ele a ameaçava, não sei. Só sei que, quando a gente percebia, ela já tinha ido embora”, relatou.
Como denunciar casos de violência contra a mulher:
• Polícia Militar: 190
• Polícia Civil: 197 ou pela Delegacia Virtual
• Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM)
• Central de Atendimento à Mulher: 180
Mín. 14° Máx. 25°

