
Com o início do período de convenções partidárias, que começa nesta segunda-feira (20/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) larga em vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na definição de palanques estaduais. Enquanto o petista tem apenas um estado sem pré-candidato ao governo, o Partido Liberal (PL) ainda enfrenta indefinições em seis estados.
Na última semana, o presidente Lula deu passos importantes para fechar os palanques pelo Brasil e desatou um dos principais nós. O Partido dos Trabalhadores decidiu lançar Patrus Ananias (PT) como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país – considerado estado-chave nas eleições presidenciais.
Com isso, resta ao petista chegar a um acordo em Goiás. Flávio Bolsonaro, por outro lado, segue sem definição em seis estados e ainda precisa escolher um nome para o posto de vice-presidente na disputa ao Palácio do Planalto.
· A convenção partidária é uma etapa fundamental do processo eleitoral. Nesse momento, os partidos políticos e as federações partidárias se reúnem para escolher quem vai disputar cada cargo e deliberar sobre a formação de coligações.
· No caso das federações, a convenção ocorre de forma unificada, com a participação de todos os partidos que tenham órgão de direção partidária na circunscrição. Os encontros devem ser realizados no período entre 20 de julho e 5 de agosto.
· A legislação permite que as convenções sejam feitas de forma presencial, virtual ou híbrida.
· Os partidos realizam convenções estaduais e nacionais. O evento nacional do PT está marcado para 2 de agosto, em São Paulo (SP), e vai oficializar a candidatura de Lula à reeleição, com Geraldo Alckmin na vice.
Lula tem vantagem sobre Flávio Bolsonaro
O entrave em Minas para o PT, contudo, foi longo. Antes de alçar o deputado federal como pré-candidato ao Palácio Tiradentes, Lula já havia tentado viabilizar outros quatro nomes: o senador e ex-presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco (PSB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o empresário Josué Gomes (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT).
Além de um importante colégio eleitoral para a disputa à Presidência, o estado é um “termômetro” para a disputa presidencial já que, tradicionalmente, o presidenciável mais votado em Minas Gerais converge com o candidato eleito para assumir o Palácio Planalto.
Com a o bater do martelo no estado mineiro, Lula tem apenas o estado de Goiás como indefinido. Isso porque o diretório nacional do Partido dos Trabalhadores vive um entrave com o diretório estadual da legenda. Em reunião na última segunda-feira (13/7), o PT em Goiás decidiu manter apoio à pré-candidatura ao governo do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT).
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