
Belo Horizonte – Italiano de nascimento, empresário dos setores de logística e comunicação, ex-deputado federal (1991-2007) e ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli se tornou o nome forte do Partido Liberal (PL) para a disputa ao governo de Minas Gerais, em meio à indefinição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre se vai ou não concorrer ao cargo.
Líder nas pesquisas, Cleitinho é o nome preferido do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) para servir de palanque para ele em Minas, mas o PL em Minas já duvida da viabilidade da aliança e vê em Medioli a melhor aposta.
Com a série de adiamentos de decisão, alguns filiados ao PL, como o presidente de honra Zé Santana, ficaram descontentes com a indecisão e passaram a defender a candidatura do empresário ao Palácio Tiradentes.
· O PL queria apoiar Cleitinho desde o início da pré-campanha em Minas
· Cleitinho, no entanto, adiou várias vezes a decisão sobre disputar o governo e os aliados perderam a paciência
· O PL passou a discutir uma candidatura própria e o favorito no momento é Vittorio Medioli
· O Republicanos reagiu: se o PL lançar candidato, Cleitinho disputará de forma independente, sem dar palanque a Flávio
· As convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, vão definir o cenário eleitoral
A última aventura política de Vittorio Medioli foi à frente da prefeitura betinense. Se mandato começou em 2016, quando foi eleito ao cargo Executivo com mais de 61% dos votos.
Na época, ele declarou um patrimônio superior a R$ 352,5 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que fez dele o prefeito mais rico do Brasil, à frente de João Dória, que também se elegeu por São Paulo naquele ano.
Quatro anos mais tarde, ele foi reeleito por 76% do eleitorado municipal. O político ainda conseguiu eleger seu sucessor, Heron Guimarães (União Brasil), em 2024, com 52,46% dos votos válidos, mas os dois romperam meses após o resultado.
Na eleição presidencial anterior, em 2022, Medioli escreveu em um coluna que mantém no jornal O Tempo, do qual é dono, um texto em que defendia a separação do Brasil em dois, um com as regiões que deram maioria de votos a Jair Bolsonaro (PL), Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte; e o Nordeste com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia ganho a disputa.
Nascido em Parma, no Norte da Itália em 1951, Vittorio Medioli estudou direito na Universidade de Parma e filosofia na Universidade de Milão, segundo ele. Aos 25 anos se mudou para o Brasil.
Já em Betim, fundou a SADA Transportes e Armazenagens, empresa que veio dar origem ao Grupo SADA, com forte atuação no setor de logística e transporte no Brasil.
Se naturalizou brasileiro em 1981. Em 1988 se filiou ao PSDB, onde permaneceu até 2005, quase a totalidade do tempo em que esteve na Câmara dos Deputados, encerrando seu último mandato ao Legislativo brasileiro já no Partido Verde (PV), de onde saiu em 2009.
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