
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da segunda caneta genérica de semaglutida no Brasil. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União.
O novo medicamento é fabricado pela Germed Farmacêutica e teve o registro aprovado poucos dias após a Anvisa autorizar a primeira caneta genérica de semaglutida no país, produzida pela EMS.
A entrada de novos fabricantes no mercado ocorre após o fim da patente da substância no Brasil, em março deste ano. A expectativa é de que o aumento da concorrência amplie a oferta dos medicamentos e possa contribuir para a redução dos preços.
O registro aprovado pela Anvisa contempla quatro apresentações da semaglutida, todas em solução injetável na concentração de 1,34 mg/mL. As versões incluem diferentes combinações de cartuchos, canetas aplicadoras e agulhas, com volumes entre 1,5 mL e 3 mL e validade de 24 meses.
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Medicamentos à base da substância são utilizados principalmente no tratamento do diabetes tipo 2 e, em determinadas apresentações e indicações aprovadas, também no controle do peso.
Na semana passada, a Anvisa já havia autorizado o primeiro medicamento genérico de semaglutida fabricado pela EMS. Na mesma decisão, a agência também registrou o Semaclique, medicamento similar produzido pela Germed.
Os produtos têm como referência o Ozivy, primeiro medicamento brasileiro com semaglutida sintética aprovado pela agência.
Apesar da aprovação do registro, o novo produto não necessariamente chegará imediatamente às farmácias. Antes do início da comercialização, ainda é necessária a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), além da decisão da própria empresa sobre quando iniciará as vendas.
Pela legislação brasileira, os medicamentos genéricos devem chegar ao mercado com preço, em regra, pelo menos 35% inferior ao medicamento de referência.
A Anvisa reforça que medicamentos à base de semaglutida devem ser utilizados conforme as indicações aprovadas e sob orientação médica. A venda de medicamentos agonistas de GLP-1, como a semaglutida, exige retenção da receita.
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