
Aos 10 anos, Patrus Ananias escreveu uma redação na escola sobre o que gostaria de ser quando crescesse. Entre as opções apresentadas pela professora, escolheu a política. Encerrou o texto reconhecendo que “a vida do político é muito difícil”, mas dizendo que queria seguir aquele caminho. Mais de seis décadas depois, aos 74 anos, já foi vereador, prefeito de Belo Horizonte, deputado federal e ministro duas vezes.
Em 2023, porém, recebeu de quem dividiu mais de 50 anos de caminhada uma espécie de atualização daquele compromisso de infância. Nos últimos dias de vida, enquanto lutava contra um câncer, a esposa, Vera Maria Victer Ananias, lhe fez um pedido: “Seja um político à altura da sua competência”. Vera morreu em junho daquele ano.
Patrus diz carregar a frase desde então. E ela ajuda a explicar a dimensão pessoal de uma decisão que, publicamente, foi atribuída sobretudo a um pedido do presidente Lula (PT): disputar o governo de Minas em 2026. O petista entrou na corrida praticamente na última hora.
Por dois anos, o partido apostou no senador Rodrigo Pacheco (PSB). Com a desistência do ex-presidente do Senado, Patrus, que se preparava para tentar a reeleição como deputado federal, aceitou assumir a candidatura ao Palácio Tiradentes.
Assim, ao atender um pedido do presidente Lula, Patrus também atendia Vera. “Quando começo a ficar com muita saudade dela, com vontade de chorar, ela mesma diz no coração: ‘Vamos juntos fazer o seu projeto’”, conta. “A saudade, na verdade, torna-se uma presença e um estímulo”, afirma.
Vera está por toda parte no apartamento onde Patrus recebeu O TEMPO, na região Leste de Belo Horizonte. A casa, ampla e sem ostentação, mistura família, política, religião e literatura. Centenas – talvez milhares – de livros ocupam a biblioteca e se espalham pelos quatro quartos, enquanto fotografias dos dois filhos, netos, amigos e, sobretudo, de Vera tomam paredes e móveis.
No quarto, ao lado da cama, as memórias pessoais dividem espaço com a política: uma foto com Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, e o documento de filiação ao PT, de 1981, emoldurado, aparecem cercados por mais retratos da esposa.
A conversa aconteceu em torno de uma mesa oval na sala, com tampo de pedra. Sobre ela estavam uma Bíblia, livros que o candidato está lendo e fotografias que ajudam a contar outras partes de sua história. Uma delas, do casamento dos avós, em 1918, remete às origens libanesas da família materna.
O avô colocou o próprio prenome, Patrus, como sobrenome dos filhos, e o neto, primeiro a nascer depois de sua morte, recebeu esse legado. “Não o conheci, mas fiquei com o nome dele”, conta. Apesar da ascendência libanesa, o petista diz que sua formação cultural foi sobretudo mineira e sertaneja. “A minha criação foi muito marcada pelo Norte de Minas”, destaca.
Foi em Bocaiuva que política, livros e religião começaram a se encontrar. Uma das primeiras referências políticas estava na própria família. O tio materno Sebastião Patrus era deputado estadual pelo PTB, partido de João Goulart, e candidato a deputado federal. “Eu tinha interesse nas conversas dele com meu pai, com minha mãe”, lembra.
Patrus tinha cerca de 10 anos, quando o tio morreu tragicamente em um acidente, justamente no dia da eleição de 1962. A lembrança permaneceu como uma das primeiras referências de uma vocação que começava a aparecer.
Foi em Bocaiuva que política, livros e religião começaram a se encontrar. Uma das primeiras referências políticas estava na própria família. O tio materno Sebastião Patrus era deputado estadual pelo PTB, partido de João Goulart, e candidato a deputado federal. “Eu tinha interesse nas conversas dele com meu pai, com minha mãe”, lembra.
Patrus tinha cerca de 10 anos, quando o tio morreu tragicamente em um acidente, justamente no dia da eleição de 1962. A lembrança permaneceu como uma das primeiras referências de uma vocação que começava a aparecer.
Foi em Bocaiuva que política, livros e religião começaram a se encontrar. Uma das primeiras referências políticas estava na própria família. O tio materno Sebastião Patrus era deputado estadual pelo PTB, partido de João Goulart, e candidato a deputado federal. “Eu tinha interesse nas conversas dele com meu pai, com minha mãe”, lembra.
Patrus tinha cerca de 10 anos, quando o tio morreu tragicamente em um acidente, justamente no dia da eleição de 1962. A lembrança permaneceu como uma das primeiras referências de uma vocação que começava a aparecer.
Foi em Bocaiuva que política, livros e religião começaram a se encontrar. Uma das primeiras referências políticas estava na própria família. O tio materno Sebastião Patrus era deputado estadual pelo PTB, partido de João Goulart, e candidato a deputado federal. “Eu tinha interesse nas conversas dele com meu pai, com minha mãe”, lembra.
Patrus tinha cerca de 10 anos, quando o tio morreu tragicamente em um acidente, justamente no dia da eleição de 1962. A lembrança permaneceu como uma das primeiras referências de uma vocação que começava a aparecer.
Foi em Bocaiuva que política, livros e religião começaram a se encontrar. Uma das primeiras referências políticas estava na própria família. O tio materno Sebastião Patrus era deputado estadual pelo PTB, partido de João Goulart, e candidato a deputado federal. “Eu tinha interesse nas conversas dele com meu pai, com minha mãe”, lembra.
Patrus tinha cerca de 10 anos, quando o tio morreu tragicamente em um acidente, justamente no dia da eleição de 1962. A lembrança permaneceu como uma das primeiras referências de uma vocação que começava a aparecer.
Foi em Bocaiuva que política, livros e religião começaram a se encontrar. Uma das primeiras referências políticas estava na própria família. O tio materno Sebastião Patrus era deputado estadual pelo PTB, partido de João Goulart, e candidato a deputado federal. “Eu tinha interesse nas conversas dele com meu pai, com minha mãe”, lembra.
Patrus tinha cerca de 10 anos, quando o tio morreu tragicamente em um acidente, justamente no dia da eleição de 1962. A lembrança permaneceu como uma das primeiras referências de uma vocação que começava a aparecer.
Foi em Bocaiuva que política, livros e religião começaram a se encontrar. Uma das primeiras referências políticas estava na própria família. O tio materno Sebastião Patrus era deputado estadual pelo PTB, partido de João Goulart, e candidato a deputado federal. “Eu tinha interesse nas conversas dele com meu pai, com minha mãe”, lembra.
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