
A Prefeitura de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, instaurou um procedimento administrativo para investigar a morte de um bebê de 1 ano e 9 meses durante atendimento no Centro de Saúde Municipal Dr. Luiz Issa, conhecido como Policlínica do bairro Dom Pedro I. O caso aconteceu na quarta-feira (4).
A morte da criança também é investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Familiares questionam os procedimentos adotados pela equipe médica e levantam suspeitas de demora no atendimento.
Segundo o relato da mãe à Polícia Militar, a criança chegou à unidade apresentando falta de ar e cansaço. Depois da triagem, foi encaminhada para atendimento médico. Durante a avaliação, o bebê apresentou agravamento do quadro, com os lábios arroxeados, e precisou ser levado à sala de emergência, onde foram realizadas manobras de reanimação.
O médico plantonista informou aos policiais que a criança não resistiu a um quadro de bronquiolite. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para auxiliar nos procedimentos, mas o óbito foi confirmado às 12h34.
Em nota oficial, a administração municipal informou que instaurou uma investigação interna para apurar as circunstâncias da ocorrência, incluindo a conduta dos profissionais envolvidos e a adequação dos procedimentos adotados.
A Prefeitura também divulgou os horários registrados pelas câmeras de segurança da unidade:
9h39: chegada da família ao centro de saúde;
9h53: realização da triagem;
10h18: atendimento médico;
10h22: encaminhamento da criança à sala de urgência;
11h35: chegada do Samu;
12h34: confirmação do óbito.
A administração municipal informou que a unidade utiliza o Protocolo de Manchester para classificação de risco e priorização dos atendimentos. A aplicação do protocolo neste caso específico será analisada durante a investigação.
De acordo com a Prefeitura, as oitivas dos profissionais envolvidos já foram iniciadas. Também será realizada uma auditoria clínica do prontuário médico, com análise dos sintomas apresentados pela criança e dos procedimentos adotados pela equipe.
Paralelamente, a Polícia Civil aguarda os elementos técnicos e os laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
A família cobra respostas sobre o atendimento prestado ao bebê e espera que as investigações esclareçam se houve alguma irregularidade nos procedimentos realizados.
A Prefeitura manifestou solidariedade aos familiares e afirmou que acompanhará os resultados das apurações, adotando as providências cabíveis conforme as conclusões.
Até a conclusão das investigações, não há definição oficial sobre eventual responsabilidade dos profissionais envolvidos.
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