
O sítio no bairro Vianópolis, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde aconteceu uma festa que terminou com as mortes de duas adolescentes, Saila, 16, e Aline, 17, na sexta-feira passada, não era o único endereço das orgias entre adolescentes, políticos e poderosos. Na quarta-feira (22), o delegado Rodrigo Rodrigues, responsável pela investigação, informou que, ao menos, outros dois imóveis – um sítio em Corinto e um Sete Lagoas, ambos na região Central do Estado – podem ter recebido esse tipo de festa.
Nas últimas semanas, outros dez encontros foram realizados nos imóveis entre os homens e as garotas com idades entre 15 e 18 anos. As meninas eram aliciadas por uma mulher identificada como Andreia e pelo marido dela, Waldisley Quenupe de Souza, o Wal. Todos moravam no bairro Maria Conceição, em Contagem, na região metropolitana.
“Andreia aproximava-se das meninas e ficava amiga delas. Elas (as adolescentes) já sabiam que a mulher levava para esse tipo de festa. Na data marcada, geralmente um dia por semana, elas se reuniam em uma praça e eram levadas para os sítios”, explicou o delegado. Ele informou, ainda, que outras quatro meninas que costumavam ir às festas, mas não estavam na última sexta-feira, fugiram do bairro após os crimes. A polícia quer ouvi-las para descobrir detalhes sobre o esquema.

Um suspeito dos assassinatos foi preso na terça-feira e a polícia ainda procura outros três.
Proprietários. A Polícia Civil ainda investiga de quem são os sítios em Sete Lagoas e Corinto. Em relação ao imóvel de Betim, o proprietário já foi identificado, e a corporação descartou o envolvimento dele nas orgias.
“O dono do imóvel mora em Belo Horizonte e usava o local para passeio com a família. O homem que prestava serviços para ele era quem oferecia o espaço para as festas. Ele se apresentava como proprietário do local. Não cobrava valor de aluguel, mas também participava dos eventos”, afirmou o policial.
Dinheiro de programa desapareceu
O desentendimento entre dois homens que participavam da festa e as três adolescentes – as duas mortas e uma que foi baleada – começou antes mesmo que elas se negassem a manter relações sexuais com a dupla, segundo a Polícia Civil.
O delegado Rodrigo Rodrigues explica que Andreia (a aliciadora) também fazia programas sexuais e cobrou R$ 70, mas o dinheiro sumiu. “Começou uma discussão para saber quem tinha pegado. Esses dois homens eram os únicos desconhecidos no evento e entraram em atrito com as meninas”, disse ele.

SETE LAGOAS Casal é preso por tráfico e tentativa de suborno em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Homem é preso com barras de maconha escondidas em caixa de sapato no Boa Vista
SETE LAGOAS Mulher é atingida com tijolo durante ataque na madrugada em Sete Lagoas
CURVELO Motociclista de 23 anos morre após colisão com carro na Avenida JK, em Curvelo
SANTANA DO PARAÍSO Trabalhador de 53 anos morre soterrado durante obra em Santana do Paraíso
SETE LAGOAS ATUALIZAÇÃO: Operação “Amálgama” mira tráfico de drogas e comércio ilegal de armas em Sete Lagoas e região
SETE LAGOAS Cliente agride dono de bar com pedaço de madeira após se recusar a pagar conta em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Homem é preso por descumprir medida protetiva e esconder arma em Sete Lagoas
PRUDENTE DE MORAIS Jovem de 18 anos é alvo de tentativa de homicídio em Prudente de Morais; suspeito acaba preso em Sete Lagoas Mín. 17° Máx. 27°


