
O macaco é um importante aliado no combate à Febre Amarela, pois quando um é encontrado na floresta ou parque com a doença, serve de sinal para que a área seja isolada ou o acesso seja liberado apenas para quem já recebeu a vacina.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Sete Lagoas, alguns casos de macacos mortos já foram registrados no município, os quais foram encaminhados para que seja feita a “epizootiase” para Febre Amarela.
Na manhã desta quarta-feira (7), outro macaco morto foi encontrado na cidade, desta vez, na área da Escola da Cemig, no Bairro Santa Helena. O animal foi recolhido pelo Centro de Controle de Zoonoses para exame em Belo Horizonte.
Segundo informações da Secretaria, ainda não chegou o resultado, mas felizmente não aconteceu nenhum caso de pessoa com Febre Amarela no município. “Preocupante é quando ocorre casos em humanos associados a ocorrência em animais”, informa a assessoria de imprensa da Secretaria.
De qualquer forma, a Prefeitura de Sete Lagoas continua trabalhando para levar a vacina contra a Febre Amarela a todas as regiões da cidade.
É fundamental preservar o macaco
O macaco é um animal fundamental na natureza. Por se alimentar de frutos, as sementes descartadas por ele nas florestas e matas, contribui na preservação do meio ambiente. Infelizmente, a preocupação com a febre amarela e a desinformação leva pessoas a matarem macacos, o que é um crime ambiental, com pena de até um ano de prisão e multa.
De acordo com especialistas, os macacos não transmitem a Febre Amarela. Ao contrário, são tão vítimas da doença, quanto os seres humanos. O vírus é transmitido pelos mosquitos “hemagogus e sabethes”, que vivem nas copas das árvores, e preferem o sangue dos macacos.
Portanto, o macaco contribui muito para indicar possíveis pontos de Febre Amarela e não pode ser agredido ou morto pelas pessoas, o que é um ato de ignorância absoluta. Para o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, Ricardo Lourenço, a situação é tão grave que pesquisadores do Instituto estão em campanha nas redes sociais. “Nós não vamos nos proteger matando macacos. Os macacos são vítimas da infecção e nos ajudam a identificar onde há transmissão de fato. Então nós não temos que matar macaco. Matar macaco não serve para absolutamente nada”, afirmou Lourenço.
Da Redação

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