
Minas Gerais está em alerta para o aumento do risco de incêndios florestais. Metade das queimadas registradas no período de maior incidência dos casos, que vai de maio a outubro, deve ser registrada apenas em setembro, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O cenário é influenciado pelo clima da época.
Nos primeiros 13 dias deste mês foram 919 focos de calor, principais indicativos de que há fogo na área. Em relação aos 30 dias de agosto, o aumento foi de 66%. Os pontos foram observados, via satélite, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) apontam, em setembro, 72 incêndios florestais no território, que consumiram 80 hectares de áreas de proteção.
O Parque Estadual do Itacolomi, entre Ouro Preto e Mariana (região Central), a Serra da Moeda (Grande BH) e Serra do Cabral (Norte de Minas) são algumas reservas atingidas pelas chamas.
A elevação da temperatura média somada à baixa umidade e aos fortes ventos explicam a explosão de casos, afirma o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros. A propagação das chamas pode acontecer em questões de minutos, inclusive.
“Em agosto atendemos, em média, 47 ocorrências por dia. Percebemos agora um aumento, motivado principalmente pela ação criminosa. Realizamos o monitoramento com drones e trabalhamos em parceria com vários brigadistas”, frisou Aihara.
Somente em agosto, no Estado, 1.386 ocorrências de incêndios florestais foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros.
Mais afetadas
A Grande BH, o Triângulo e o Sul de Minas são as regiões do Estado que mais têm focos de queimadas em matas, completou o tenente. Pelo menos quatro incêndios registrados desde quarta-feira foram nessas áreas.
Ontem, os bombeiros atenderam a uma ocorrência em Uberaba, no Triângulo. As chamas consumiram uma vegetação no Distrito Industrial III. Por conta da baixa umidade e dos ventos fortes, houve dificuldade no combate.
Já em Belo Horizonte, dez hectares do Parque Estadual Serra Verde, na zona Norte, foram queimados.
Na tarde de quarta, um canavial foi destruído pelo fogo em Iturama, também no Triângulo. Foram necessárias 17 viaturas para conter as chamas que se alastraram rapidamente. A área queimada ainda não foi calculada.
Atípico
As chuvas isoladas registradas em julho e agosto podem ter contribuído para um período de seca menos crítico. É o que cogita o gerente de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Rodrigo Bueno Belo.
“Esse ano tivemos um agosto atípico, muito tranquilo perto do que é normal para a época. Agora, começamos a ver que setembro está diferente. Então, podemos, sim, ter ocorrências sérias até o fim de outubro”, analisa o gestor.
Essa também é a previsão dada pelo meteorologista Heriberto dos Anjos. “Pelo menos até meados do próximo mês, quando as chuvas começam a ser registradas, não há expectativa de mudança de cenário”, afirma.
Somente em agosto, no Estado, 1.386 ocorrências de incêndios florestais foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros.
Por Raul Mariano - hojeemdia

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