
Romeu Zema (Novo) e Antonio Anastasia (PSDB) vão disputar o segundo turno em Minas Gerais. Com 97% dos votos válidos apurados até por volta das 20h40, o candidato do Novo tinha 4.020.045 votos, o que correspondia a 43,05% dos votos válidos. Já o tucano tinha 2.712.224 votos, o que correspondia a 29,04% dos votos válidos. Fernado Pimentel (PT), que tentava a reeleição, aparece em seguida, com 2.129.646 votos, o que correspondia a 22,80% dos votos válidos.
Na corrida eleitoral, Anastasia e Pimentel lideraram as pesquisas de intenção de votos para o governo do estado. Zema aparecia em terceiro nas pesquisas, se aproximando do candidato petista na última semana, mas virou, liderando a votação neste domingo.
O tucano, que governou Minas Gerais entre 2010 e 2014, sempre esteve ligado a Aécio Neves (PSDB), mas, nos atos de campanha neste ano, distanciou-se do senador que é réu por corrupção e obstrução de Justiça.
Zema é empresário e participou de uma eleição pela primeira vez. Na última semana, declarou apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), além de pedir votos para João Amoêdo (Novo), do mesmo partido dele.
A crise econômica no estado e o parcelamento do salário dos professores foram temas constantes na corrida eleitoral. Os dois propuseram cortar o número de secretarias e cargos comissionados para reduzir gastos. Anastasia afirmou que uma de suas prioridades é fazer o pagamento do funcionalismo público até o quinto dia útil. Zema declarou que só irá receber o salário de governador depois que o pagamento do funcionalismo for regularizado.
Para solucionar a situação das contas do estado, Anastasia propõe cortar secretarias, cargos e privilégios, além de atrair empresas. A volta do pagamento do funcionalismo público no 5º dia útil também está entre as propostas. Na área da saúde, tem como prioridade a conclusão de obras dos hospitais regionais a realização de parcerias com hospitais filantrópicos. O tucano também quer fazer parcerias com o setor privado na área de infraestrutura, mas, em relação à gestão, diz que não pretende privatizar nenhuma estatal.
Durante a campanha, Zema se posicionou a favor do porte de arma. Em relação à situação financeira de Minas, propôs enxugar a máquina pública, fazendo corte de comissionados e secretarias. Outra medida é governar com o primeiro escalão sem salários enquanto os servidores não receberem em dia. Na saúde, disse que pretende fortalecer o atendimento regional. Defendeu privatizações das Companhias Energética de Minas Gerais (Cemig) e de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
Por G1 MG — Belo Horizonte

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