
Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) vão disputar o segundo turno das eleições de 2018 no próximo dia 28 de outubro. É a primeira vez desde 2002 que um candidato do PSDB não vai à segunda rodada do pleito com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Candidato que canalizou o antipetismo e a repulsa pelos escândalos de corrupção desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, Bolsonaro foi responsável pelo esvaziamento da candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).
Pertencente ao baixo clero, o candidato do nanico PSL, que possui apenas oito das 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, Bolsonaro possui 27 anos de vida parlamentar e aprovou apenas dois projetos no período. Capitão do Exército reformado, ele começou a se credenciar como presidenciável por suas declarações contra o PT e pelas frases polêmicas consideradas de tons racistas, homofóbicos e machistas, que ganharam holofotes na mídia.
Sua candidatura começou a crescer no dia 29 de setembro, quando protestos foram organizados contra ele por mulheres em todo o país. Os adversários dizem que o crescimento se deve a notícias falsas relativas ao movimento espalhadas pelo aplicativo WhatsApp.
Durante a campanha, Bolsonaro também sofreu um ataque em Juiz de Fora (MG). Em 6 de setembro, foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira, por “inconformismo político”, segundo a Polícia Federal. O atentado não refletiu, num primeiro momento, em alta nas pesquisas de intenção de voto, mas tirou o candidato das ruas e dos debates na TV. Ele também foi beneficiado com tempo espontâneo na televisão pela cobertura do caso.
Professor da USP, ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad assumiu a cabeça de chapa do PT apenas em 11 de setembro, dez dias depois de a candidatura de Lula ter sido barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com base na Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente está preso em Curitiba, condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Sua defesa diz que ele foi condenado sem provas e é perseguido por setores da Justiça. Ele recorre.
No início das pesquisas, Haddad aparecia com apenas 4% das intenções de voto, mas sua campanha conseguiu fazer parte da transferência de voto de Lula para seu candidato. O ex-ministro se apoiou especialmente na popularidade do ex-presidente no Nordeste, onde Haddad conseguiu a maioria de seus votos. Ele também conta com a força de seus governadores na região.

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