
Quem já teve um quadro de gastrite sabe o quanto é desconfortável. Sintomas como sensação de queimação, dor ou indigestão, náuseas e vômitos são os mais comuns. Para chegar ao tratamento mais eficaz, faz-se necessário alguns exames, como a endoscopia e pesquisa da presença da bactéria Helicobacter pylori. Essas medidas são importantes, pois, mesmo havendo a confirmação de uma gastrite, é preciso saber se ela é crônica ou nervosa, ou seja, relacionada ao estado emocional do paciente. Convidamos o Dr. Roberto Debski para falar sobre o assunto.
Gastrite crônica x gastrite nervosa
Basicamente, o que difere ambas é a causa e o aparecimento dos sintomas. “A gastrite crônica se desenvolve mais lentamente, podendo ou não ter sintomas tão exuberantes, sendo também bastante incômoda e comprometendo a alimentação e a qualidade de vida”, diz o médico. A doença crônica pode ocorrer na presença da bactéria Helicobacter pylori, muitas vezes pouco sintomática ou mesmo assintomática. “Quando há úlcera gástrica, sua presença pode contribuir para aumentar a probabilidade do aparecimento de um câncer gástrico”.
Já a chamada gastrite nervosa é desencadeada ou agravada por sintomas emocionais. “Também chamada de dispepsia funcional, ela ocorre quando há sintomas digestivos, dor na boca do estômago, enjoo, gazes e distensão abdominal, mas não há lesões ou ulcerações na mucosa gástrica”, explica o Dr. Roberto. A mucosa do sistema digestório pode reagir de acordo com os estados emocionais, pois ocorre alteração na secreção ácida e diminuição na resistência da mucosa. “Quando estamos tranquilos e calmos, a digestão é melhor, e quando estamos ansiosos e nervosos temos muitas vezes queimação, azia, e, junto aos outros fatores causais, pode facilitar o aparecimento da gastrite e outras doenças como colite agudas”.
O tratamento da gastrite
Medidas dietéticas como não fumar, diminuir o café, chá preto e mate, evitar bebidas alcoólicas, ácidas e gasosas como os refrigerantes, evitar comidas gordurosas, excessivamente temperadas, e chocolate são medidas de suma importância no tratamento de gastrite. “Além disso, é necessário manter um estilo de vida saudável, com a prática de atividade física regular, ter um sono reparador e tomar os medicamentos prescritos por seu médico. Quando houver úlcera gástrica e a presença da bactéria H. Pylori, deve-se usar antibióticos. Além destes, há os medicamentos naturais como os fitoterápicos que podem ser utilizados de forma complementar”, finaliza o profissional.
Dr. Roberto Debski é psicólogo, médico especialista em homeopatia e acupuntura e diretor da Clínica Ser Integral, em Santos (SP). CRP/06 84803 – CRM-SP: 58.806

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