
Estudantes, docentes, servidores e sindicatos fazem manifestações na manhã desta quarta-feira (15) em Belo Horizonte. O ato acontece em meio a protestos em todo o país contra bloqueio de verbas destinadas à educação.
O principal ponto de concentração é a praça da Estação, no centro de BH. Por volta das 7h, estudantes do Cefet se concentraram em frente ao Campus I da instituição, no bairro Nova Suíssa. Eles saíram em passeata rumo à região Central.
Lá, encontrarão alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que se uniram por volta das 9h30, em frente ao hall da Faculdade de Medicina, na avenida Alfredo Balena. Os grupos pretendem se deslocar para a Praça Sete.
Praça lotada
Apesar da chuva, por volta das 11h, a Praça da Estação já estava completamente lotada de estudantes, docentes, servidores e sindicatos que se manifestam em meio a protestos contra o bloqueio de verbas destinadas à educação. A concentração começou às 9h30 da manhã.
Além de gritos de ordem, os manifestantes exigem que o governo federal volte atrás nas decisões. O governo estadual também é alvo dos protestos com frases de efeito como "educação nunca foi prioridade".
O trânsito no centro de Belo Horizonte já sofre com os reflexos da mobilização. O fluxo na Avenida dos Andradas, na Avenida Afonso Pena e nas ruas adjacentes é lento.
Além da capital mineira, outros municípios do Estado também têm protestos marcados para esta quarta-feira (15).
Protesto na UFMG
Centenas de pessoas se reuniram em frente à Faculdade de Medicina da UFMG. No microfone, professores e alunos falaram sobre os motivos dos protestos e projetos que estão ameaçados pelos cortes do governo de Jair Bolsonaro.
Um dos projetos de pesquisa da universidade, exibido em cartazes no ato, produziu um kit para fazer diagnóstico de resistência da tuberculose. O trabalho contou com alunos bolsistas, em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (Rede-Tb).
"É uma produção nossa, que transferiu essa tecnologia para a indústria", explica a professora da faculdade de Medicina da UFMG, Silvana Espíndola. Hoje, diz ela, há 34 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes no país. O número está estabilizado, com índice considerado moderado de carga, mas preocupa se houver congelamento em investimentos sociais.

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