
Mesmo em com os holofotes devidamente voltados à prevenção e contenção do avanço do novo coronavírus, é importante não esquecer que a dengue continua preocupando Minas Gerais. De acordo com dados divulgados pela SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde) nessa terça-feira (24), Minas já registrou 35,6 mil casos prováveis da doença e duas mortes. Os óbtos foram registrados nas cidades de Medina (Vale do Jequitinhonha) e Carneirinho (Triângulo Mineiro).
O número ainda pode aumentar, já que existem 17 mortes registradas neste ano em investigação. O Estado tenta evitar os números de 2019, quando 183 pessoas morreram em decorrência da doença e outros 68 óbitos ainda são investigados por suspeita de também ter sido causados pela dengue.
Os mais de 30 mil casos suspeitos foram registrados entre os meses de janeiro e março, o que equivale a uma média de mais de 10 mil registros por mês. Mesmo preocupante, o número é inferior ao registrado em 2019, quando houve um pico da doença e 130 mil casos foram anotados no mesmo período.
Quanto à febre chikungunya, até o momento, foram registrados 646 casos. Uma morte relacionada à doença é investigada na cidade de Campo Belo (Centro-Oeste). Em 2019, uma pessoa morreu em decorrência da chikungunya em Patos de Minas (Alto Paranaíba) e uma segunda morte no mesmo município ainda é investigada.
Já em relação à zika, em 2020 foram registrados 244 casos prováveis, sendo 26 em gestantes. Não há mortes relacionadas ao vírus.
A SMS-BH (Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte) afirma que, até o momento, 835 casos de dengue foram confirmados na capital e 3,7 mil ainda aguardam resultados. Outros 1,2 mil casos foram testados e descartados para a doença.
Em relação a chikungunya, foram 12 casos suspeitos registrados pela secretaria. Deste total, três foram confirmados e nove seguem em investigação. Em relação à zika, foram 13 casos, sete descartados e seis aguardando resultados de exames.
As regionais com maior número de casos confirmados foram a Leste (270); Nordeste (116) e Venda Nova (94). As regiões com menor número de casos foram a Norte (43) e Noroeste (46).


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