
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) enxergaram vários crimes que podem ter sido cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo as revelações feitas nesta sexta (24) pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro.
Um deles é o crime de advocacia administrativa: segundo Moro, o presidente queria acionar relatórios de inteligência de investigações da Polícia Federal.
Com isso, ele pode ter incorrido no artigo 321 do Código Penal, que prevê até três meses de prisão para quem "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário".
Segundo um ministro do STF, a Polícia Federal investiga sob supervisão do Ministério Público Federal e do Judiciário - jamais do Executivo, como pretenderia Bolsonaro.
Um segundo crime seria o de falsidade ideológica: ao dizer que demitiu o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, a pedidos, sendo que isso, segundo Moro, não é verdade, Bolsonaro mentiu.
Segundo o artigo 299 do Código Penal, é crime "omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante".
A OAB vai pedir um relatório à sua comissão de estudos constitucionais, formada por juristas como Sepúlveda Pertence, para saber se Bolsonaro cometeu algum crime de responsabilidade, o que poderia sustentar um pedido de impeachment.

COMBUSTÍVEIS Governo aprova aumento do etanol na gasolina para 32%; medida vale por 180 dias
CAMINHONEIROS Caminhoneiros convocam paralisação nacional em portos a partir desta segunda-feira
BRASIL Seleção Brasileira a um dia do duelo contra a Noruega
CASO BANCO MASTER Mensagens investigadas pela PF apontam tentativa de intimidar jornalista após reportagens sobre o Banco Master
MISSÃO HUMANITÁRIA Bombeiros de Minas vão integrar força-tarefa brasileira em missão humanitária na Venezuela
BENEFÍCIOS INSS libera R$ 2,1 bilhões em atrasados para mais de 141 mil segurados Mín. 9° Máx. 25°

