
Em poucas horas de funcionamento, as barreiras sanitárias anunciadas pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) na última semana já identificaram 27 pessoas com sintomas de Covid-19, segundo a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte). Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (18), o prefeito afirmou que ainda é cedo para cravar a eficiência da medida.
Também na coletiva, o secretário de saúde, Jackson Machado, defendeu que a eficácia das barreiras será observada durante esta primeira semana para determinar ações futuras. Segundo ele, é possível que a medida não seja mantida, porque “não há respostas” .
A determinação da abertura dos pontos faz parte das medidas adotadas pela administração municipal para frear o novo coronavírus. Ao todo, foram abordados 1.668 veículos nas primeiras horas de atividade das barreiras. Quase quatro mil pessoas foram verificadas e as 27 identificadas com os sintomas da doença foram encaminhadas para o serviço de saúde.
Durante a entrevista desta segunda, Kalil defendeu que ainda não é o momento de avaliar o desempenho das barreiras, mas garantiu elas vão “fazer mal” à cidade. “Não tenho dúvida que qualquer medida de circulação e cuidado para não deixar gente doente entrar [em BH] não fará mal para a cidade”, disse.
O prefeito reforçou ainda que foram instaladas apenas dez das 18 barreiras anunciadas para a cidade. Elas funcionarão de segunda a sexta, das 7h às 19h, fiscalizando a entrada de automóveis na cidade. O decreto prevê a medição da temperatura corporal de quem estiver dentro dos veículos abordados.
Ao lado de Kalil na coletiva, o secretário de saúde Jackson Machado explicou a decisão de instalar apenas dez barreiras a princípio: “A gente não se baseia em achismo. Usamos critérios absolutamente técnicos. A resposta das 10 primeiras barreiras vai determinar se vamos abrir mais oito ou se vamos extingui-las”.
O secretário explicou ainda que, ao final da semana, serão analisadas as estatísticas das primeiras barreiras para definir o futuro da medida e reforçou que não há “receita de bolo”. “Ainda não temos respostas, estamos aprendendo com a pandemia. Até o final da semana saberemos se trouxe benefício ou não. Se tiver, vamos continuar”, disse.
Jackson Machado ainda disse que aqueles que não aceitarem passar pela triagem não serão impedidos de entrar na cidade, mas receberão orientação para procurar unidade de saúde.
Os indivíduos que se recusarem a realizar exames ou parar nas barreiras quando solicitadas poderão ser penalizadas conforme lei de enfrentamento da emergência de saúde pública, assinada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
As dez barreiras citadas na entrevista começaram a funcionar na manhã desta segunda, nos seguintes endereços:

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