
A declaração partiu através deu uma entrevista do Procurado Geral da Câmara de vereadores de Sete Lagoas José Márcio Drumond em um programa de rádio. Segundo ele, após a nova mesa diretora ter assumido os trabalhos na Câmara, a mesma percebeu possíveis irregularidades envolvendo um servidor efetivo do Legislativo.
Descoberta a fraude, a mesa diretora encaminhou toda a documentação para a Corregedoria do Município e também ao Ministério Público de Minas Gerais, com o intuito de apurar irregularidades envolvendo um servidor que operava todo esquema de corrupção. Diante da gravidade das irregularidades, a Câmara de vereadores decidiu trabalhar em conjunto com o MP onde foi firmado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), com a criação de um Projeto de Lei abrindo prerrogativas para o Legislativo auxiliar o MP nas investigações e intimar todos os suspeitos no caso.
O processo está sendo investigado pelo MP em segredo de justiça. Esta semana o Corregedor do município quebrou o sigilo das investigações em uma coletiva a imprensa da cidade apresentando uma lista onde constam 139 nomes de servidores e políticos que estariam envolvidos nas irregularidades.

José Márcio Drumond disse em entrevista, que tal lista apresentada pela prefeitura, não é a lista investigada pelo MP, segundo ele, o Corregedor utilizou uma lista apresentada pelo próprio servidor investigado no ano de 2014, servidor esse que seria o operador de todo esquema de corrupção no legislativo. O servidor em questão, teria recebido 1 milhão de reais referente a pagamento de férias no período de um ano. José Márcio diz em sua entrevista, que o Corregedor Jansen Patrick teve o prazo de um ano para investigar o servidor, e que o mesmo preferiu se apegar em uma lista apresentada pelo investigado, lista essa desconhecida pela Câmara e pelo MP. “O Corregedor do Município passou por cima da lei, ele está tumultuando o processo, pessoas que estão com os nomes na lista podem processar ele pela atitude, ele investigou, sentenciou e puniu pessoas inocentes, dando o direito de defesa somente para o servidor que operava todo esquema na Câmara”. Disse José Márcio França.
Na oportunidade o Procurado da Câmara se demonstrou preocupado com a falta de ação da Corregedoria do Município em não julgar o servidor denunciado, segundo ele, já se passou um ano e o servidor está somente afastado, podendo voltar para o trabalho a qualquer momento devido a morosidade da decisão do município.
A Câmara de vereadores encaminhou toda a gravação da entrevista do Corregedor do Município Jansen Patrick para o Ministério Público de Minas Gerais onde prova a quebra o segredo de justiça do processo em que o MP investiga.
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