
Dezesseis casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) foram notificados no estado, conforme a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde). Oito dessas crianças já tiveram o diagnóstico confirmado para a enfermidade. Até ontem, seis pacientes já haviam recebido alta e outros dois permaneciam internados.
A síndrome foi identificada no momento em que a comunidade científica investe em pesquisas para desenvolver vacinas e tratamentos eficazes contra a Covid-19. O monitoramento da doença levou à identificação da SIM-P (Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica) em crianças que testaram positivo ou tiveram contato com algum caso do novo coronavírus. Desde julho, a SES-MG, em consonância com o Ministério da Saúde, determinou a notificação obrigatória de casos suspeitos da síndrome e vem acompanhando a situação no estado, aguardando análise de exames para descartar ou confirmar a doença.
“O objetivo desta vigilância é reunir dados que permitam aprimorar o conhecimento sobre fatores de risco, fisiopatologia, quadro clínico e tratamento da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica”, explica a pediatra Flávia Cruzeiro, integrante do Cievs-MG (Centro de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde). O órgão, em conjunto com a área técnica da SES-MG, responsável pelo acompanhamento dos quadros, emitiu nota técnica contendo orientações aos serviços de Saúde sobre a necessidade de notificação imediata de SIM-P, em prazo máximo de 24 horas.
As crianças diagnosticadas com SIM-P podem evoluir de forma grave com insuficiência respiratória, doença renal aguda, insuficiência cardíaca aguda e também apresentar sintomas semelhantes à doença de Kawasaki, como febre, manchas vermelhas na pele, conjuntivite, edema de pés e mãos. Sintomas respiratórios não são encontrados em todos os casos. A Organização Pan-Americana de Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria chamam atenção para a importância da detecção precoce da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica e o correto atendimento do paciente.
A notificação deve ser realizada, preferencialmente, pelo serviço de Saúde responsável pela hospitalização do caso, por formulário individual. Na impossibilidade do preenchimento online do documento, ele deve ser impresso, preenchido e enviado à vigilância epidemiológica da região ou da Secretaria Municipal de Saúde de referência. Além do registro da notificação, informações sobre exames, investigação clínico laboratorial, acompanhamento e encerramento do caso devem ser repassados ao serviço de vigilância local.
Para potencializar a notificação, a SES-MG recomenda às autoridades locais a busca periódica de indivíduos hospitalizados que preencham a definição clínica para a doença. A pasta também oferece suporte às unidades regionais de saúde para identificação de critérios clínicos, epidemiológicos e fluxos de notificação. “Exames complementares para identificar atividade inflamatória são importantes para o diagnóstico da síndrome. Assim como a hemocultura, para descartar casos de sepse bacteriana”, explica Flávia Cruzeiro.
Embora ainda não haja um protocolo validado pelo Ministério da Saúde, o tratamento da SIM-P prevê a aplicação de medicamentos com imunoglobulina endovenosa , corticoides, imunomoduladores e anticoagulantes.
Distribuição de casos confirmados:
A SES-MG orienta que a população tome algumas medidas de higiene respiratória para evitar a propagação da doença, são elas:
Com Agência Minas

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