Casos de racismo parecem ser ainda mais cruéis quando acontecem com uma criança. Um garoto de 11 anos sofreu, na pele, o preconceito, durante disputa da Caldas Cup, torneio para times de futebol de base que acontece na cidade de Caldas Novas, no interior de Goiás.
A vítima foi Luiz Eduardo Bertoldo Santiago, atleta do Uberlândia Academy, da cidade mineira, que não escondeu a revolta após o jogo contra o Set Esportes. O acusado foi o um membro da comissão técnica do adversário, Lázaro Caiana de Oliveira, que foi suspenso provisoriamente pela organização do torneio.
Após o jogo, Luiz logo foi procurado pelos pais para sair o motivo do choro. "Ele falava: fecha o preto, fecha o preto. Eu guardei para falar no final. Falou um tanto de vezes", contou o jovem.
"Isso nunca tinha acontecido em nosso evento, não compactuamos com qualquer tipo de discriminação. Todas as partes já se posicionaram e agora vamos aguardar as apurações da Polícia Civil. O treinador nega, está a palavra dele contra a do garoto. Ninguém mais relatou ter visto esse ocorrido e cabe, agora, às autoridades, investigarem", comenta Douglas Assunção, presidente da Liga Desportiva da Região das Águas Thermais, que também organiza o campeonato.
Foi feito um Boletim de Ocorrência por parte do clube mineiro. A organização do torneio emitiu comunicado, garantindo que "repudia qualquer atitude racista ou discriminatória ocorrida dentro ou fora do evento".
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