A cidade de Congonhas, na região Central do Estado, vai receber R$ 2 milhões do governo federal para a construção de uma escola. Diferentemente do que acontece nesses casos, a articulação para a garantia do valor não contou com a participação de nenhum agente público, *tendo sido* protagonizada por uma ex-moradora da cidade. A cientista política Ana Junqueira conseguiu, diretamente com a União, o empenho do valor, que será disponibilizado por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Nascida na cidade, mas residente em Brasília desde 2009, Ana Junqueira também atua na área de relações governamentais, o que já lhe trouxe, ao longo dos anos, uma familiaridade na relação entre empresas e o poder público. Além do conhecimento técnico, ela explica que foi motivada por outras razões. “Tenho um carinho grande pela cidade, pelas pessoas, e não tem como eu viver e passar a minha vida inteira falando sobre política e não pensar na minha cidade. Além disso, minha família é da área de *educação, e* esse tema sempre foi pauta”, explica.
A articulação que garantiu a verba para a cidade teve início no fim do ano passado. “Já tem um tempo que acompanho essa parte de liberação de recursos. E sempre soube que no fim do ano normalmente sobra uma verba que é devolvida para o FNDE. Sabia dessa janela de oportunidade e que existia a necessidade em Congonhas, já que todo início de ano a prefeitura faz um cadastro das prioridades”, conta Ana, que então procurou o FNDE e se articulou também junto a deputados federais mineiros, que a ajudaram no processo.
Após esse processo, ela recebeu a garantia de empenho (quando o governo faz a separação de um valor) da quantia. Foi quando ela ligou para Wilson Fernandes, que assumiu a *Secretaria de Educação* no início deste ano, já na atual gestão. “Perguntei onde deveríamos alocar o recurso e falei que a minha vontade era de que fosse para a construção de uma escola, algo que vem da minha mãe, e acho que muda muito uma cidade”, explica. “Ao construir uma escola, você não só muda a criança, mas toda a estrutura familiar”, complementa.
Ana Junqueira diz que todo o processo aconteceu informalmente. “Começamos a conversar com todo mundo, passei a ver que existia a janela de oportunidade e a demanda e pensei: ‘por que não ajudar a cidade onde *nasci?’”, conta.*
Realização. Para ela, a garantia do recurso é um motivo de orgulho. Assim que teve a confirmação, ligou imediatamente para a mãe, já que a ligação da família com a área educacional foi um dos principais fatores que a levaram a tomar a dianteira da articulação. “Fico imaginando que, por enquanto, são R$ 2 milhões. Mas daqui a um ano, um ano e meio, e essa obra estiver concluída, vai ser uma emoção bem grande. A gente não tem ideia da dimensão. É dinheiro, mas não é palpável. Quando tiver algo construído, vai dar uma disparada no coração e uma sensação de ter feito algo para uma sociedade que a gente gosta, projeta.
Exemplo de política fora dos poderes
Para a cientista política, o seu caso é um exemplo de que a participação popular faz a diferença no processo político. Ela conta que sempre defendeu que a política não é feita apenas dentro dos Poderes ou pelos mandatários, mas que cada pessoa também pode ser protagonista dentro do cenário nacional.
“Sempre combati a ideia de que a política é relacionada somente ao Congresso ou ao presidente. Nós somos seres políticos por *natureza, e* acho natural que a gente se envolva politicamente. Os (diferentes) setores precisam fazer relações com o governo”, diz, destacando que os agentes públicos não têm conhecimento aprofundado sobre todas as áreas. “Eles não são pessoas técnicas em todos os setores e têm que estar dispostos a ouvir. Isso é o que, pra mim, é democracia”, conclui.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura de Congonhas para ter mais detalhes ao projeto de construção da escola e detalhes sobre o quantitativo de alunos beneficiados, bem como a previsão de início e conclusão das obras. Por meio de nota, a gestão informou que havia solicitado "à parte articuladora do investimento o acesso ao escopo do referido projeto para poder avaliar os impactos e potencialidades do mesmo, e ainda aguarda retorno".
No entanto, conforme a própria Ana explicou, o projeto é de competência da gestão municipal. A reportagem acionou novamente a prefeitura, que até a publicação desta matéria e não repassou detalhes sobre a obra, informando que as informações poderiam estar disponíveis apenas na próxima semana.

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