Na tarde deste domingo (10), um resgate de um homem (E.A.R. de 39 anos) pelo Corpo de Bombeiros, o qual parecia estar morto e foi resgatado vivo da represa no centro de Cachoeira da Prata, repercutiu na imprensa de Minas Gerais.
Acionados via 193, o Corpo de Bombeiros foi até Cachoeira da Prata para socorrer uma vítima que teria se afogado. Segundo populares, um banhista que nadava na represa da cidade teria sido arrastado pelo repentino aumento de volume das águas.
No local, deparamos com um elevado número de pessoas ao lado da represa, sendo que, banhistas voluntários que tiveram contato conosco, já teriam tentado intervir na situação, que no momento que obtiveram contato visual com a vítima, presa no meio as pedras do leito do rio, sob as fortes correntes e águas turbulentas, sendo que utilizando algumas cordas conseguiram prendê-la a um dos membros superior da vítima, evitando-se que ela continuasse sendo arrastada rio abaixo.
Feito isso, preliminarmente tentaram puxá-lo, mas devido as fortes correntezas e a complexidade de seu resgate, não conseguiram. Os mesmos voluntários que haviam tentado resgatar a vítima, diziam que o banhista ainda estava vivo, em meio aquela situação.
Contudo, diante do cenário o qual a vítima se encontrava, as possibilidades de sobrevivência naquelas condições eram consideradas remotas e desanimadoras.
Então, diante da complexidade do resgate, iniciamos um breve estudo da situação, planejamento e estratégia, para que pudéssemos acessar com maior nível de segurança a vítima.
Preliminarmente, os Bombeiros tratavam o caso como aparente recuperação de corpo, uma vez que não era possível ter contato visual com a cabeça e tronco da vítima.
Então, utilizando equipamentos adequados, associado as técnicas de salvamento em altura, terrestre e aquática, pré-estabelecidas, foi possível com zelo chegar até a vítima.
Porém, no instante em que a corda era fixada à vítima para ser resgatada, surpreendemente o socorrista percebeu que ela ainda estava viva, mobilizando a equipe para atuar com maior cautela e celeridade em seu resgate.
O fato surpreendeu a todos, pois a vítima permanecia naquela situação por cerca de duas horas, sob fortes correnteza e com cabeça aparentemente submersa em meio líquido.
Da chegada dos Bombeiros, do decorrer da operação e até o seu acesso e resgate, não era possível ter contato visual de sua cabeça e tronco, sendo que somente era avistado em certos momentos, alguns de seus membros, ora sendo um membro superior ora sendo um inferior.
Diante do cenário complexo em que era vislumbrado, deduzindo-se que sua cabeça estava submersa e que as chances de sobrevivência naquelas condições eram aparentemente remotas, deduzia-se em afogamento consumado.
Ao final, o resgate foi bem sucedido e a vítima socorrida até o Hospital Municipal.

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