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Cemig afasta superintendente e gerentes após investigação do Ministério Público

Todos são funcionários de carreira e estão lotados na Superintendência de Suprimentos e Logística; segundo a empresa, eles foram afastados preventivamente

12/01/2021 16h45
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com O Tempo
Em outra investigação, MP apura transferência da sede da Cemig para São Paulo Foto: Uarlen Valério
Em outra investigação, MP apura transferência da sede da Cemig para São Paulo Foto: Uarlen Valério

O Ministério Público abriu inquérito na última sexta-feira (8) para apurar a suspeita de irregularidades praticadas pela diretoria da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em uma suposta operação para transferir a sede da empresa para São Paulo. Após o início das investigações, alguns funcionários foram afastados, mas a empresa nega que tenha relação com o inquérito.

Por meio de nota, a Cemig confirmou o afastamento do superintendente de Suprimentos e Logística, Paulo Gonçalves Vanelli, e de outros quatro gerentes do mesmo setor, todos funcionários de carreira da empresa, mas há rumores de que tenham sido entre 12 e 15. Ainda segundo a empresa, eles foram afastados preventivamente após “denúncia recebida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que requisitou informações à Companhia”. 

No entanto, a empresa nega relação com o inquérito aberto na última sexta-feira, e afirma que a investigação que levou ao afastamento dos empregados está em segredo de Justiça e que sequer foram intimados no inquérito em questão. “O afastamento em virtude de denúncias do MPMG não tem nenhuma relação com esse inquérito, do qual ainda não fomos intimados”, diz a empresa em nota.

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Informou ainda que “em observância aos rigorosos controles a que está sujeita, investigará as denúncias recebidas e cooperará com o MPMG”. 

Inquérito 

O inquérito aberto pelo Ministério Público na última sexta-feira apura a intenção da Cemig de transferir sua sede para São Paulo “com o objetivo de deixar de recolher ICMS aos cofres do Estado de Minas Gerais”. 

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Além disso, a investigação da 17ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público apura a contratação de um “escritório de advocacia sem licitação, denominado Lefosse, para tratar de assuntos supostamente escusos, além de outras irregularidades, com o intuito de facilitar o processo de privatização da empresa pública”, conforme registra a descrição do inquérito.

Nesta terça-feira (12), foram pedidas diligências no processo. A reportagem tentou contato com o promotor responsável pelo inquérito, Geraldo Ferreira da Silva, mas não teve retorno. Já a Cemig informou que “não há planos de mudança da sede da Cemig para São Paulo” e que “a contratação do escritório de advocacia Lefosse foi feita por critério de notória especialização, em um processo de seleção com outros quatro escritórios, sendo que, em relação aos demais escritórios avaliados, o escritório vencedor apresentou a melhor equipe pelo menor preço em relação aos demais escritórios avaliados”.

A reportagem também entrou em contato com o escritório de advocacia Lefosse, que informou que está produzindo um nota sobre o contrato com a Cemig para enviar à reportagem. O Lefosse é um escritório de advocacia com sedes em São Paulo e no Rio de Janeiro especializado em diversas áreas do Direito. No final do ano passado, a área de energia do escritório foi reforçada com dois novos sócios: Raphael Borges e Pedro Dante, ambos com experiência no setor de energia elétrica.

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