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Cidades Pauladas

Jovem mata cãozinho a pauladas e acaba preso

Circuito de segurança registrou as pauladas sofridas pelo animal

26/02/2021 17h25
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com BHAZ
Reprodução/PLOX
Reprodução/PLOX

Um cãozinho foi brutalmente morto a pauladas em Cava Grande, distrito de Marliéria, na região do Vale do Aço, nessa quinta-feira (25). Imagens de câmera de segurança registraram o jovem de 21 anos espancando o animal. O rapaz foi preso e disse que não teve a intenção de matar, mas apenas afastá-lo das proximidades da residência onde mora.

Um homem procurou a PM e denunciou o ocorrido apresentando as gravações do circuito de segurança. As imagens foram passadas ao PLOX e mostram o rapaz agredindo o cãozinho com pauladas. Em determinado momento, o animal cai no chão aparentando já estar morto. O jovem o coloca em uma sacola e sai da rua com ele.

Em conversa com os militares, o rapaz confessou as pauladas, mas ressaltou que queria apenas espantar o animal, pois ele estava com feridas e corria o risco de transmitir doenças para os moradores. Uma mulher, que também foi ouvida, disse ter contraído sarna do cãozinho. O jovem ainda contou ter optado por sacrificar o animal, pois ele tremia bastante.

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O cãozinho foi jogado em uma área de mata. Os policiais foram com o rapaz até o lugar, mas, devido à altura do mato, não foi possível encontrar o corpo do animal. O rapaz foi preso e levado para a Delegacia de Plantão de Ipatinga, local onde a ocorrência foi encerrada.

Lei Sansão

Em setembro de 2020, uma alteração na Lei 9.605/1998 fez com que a prática de abuso, maus tratos, ferimentos e mutilações a animais domésticos, especificamente cães e gatos, passasse a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos, com aumento de pena nos casos de morte do animal. A norma ficou conhecida por Lei Sansão, em homenagem ao cão pitbull que, cruelmente, teve as patas traseiras decepadas, em julho do mesmo ano, na cidade de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

“A partir de hoje, quem cometer [crime] contra cão e gato vai ter o que merece: prisão. Este ato de hoje é em defesa dos animais, mas também é em defesa do ser humano, é em defesa da vida, porque aqueles que cometem crime contra os animais, estatisticamente, têm enorme propensão a cometer contra o ser humano”, afirmou o deputado federal Fred Costa (Patriota-MG), autor do projeto de lei, à época.

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