A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) mais duas fases da operação "Rota BR-90". O objetivo é esclarecer as formas utilizadas para lavagem de recursos com fraudes supostamente praticadas por um fiscal do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes de Minas Gerais (Dnit/MG) e por um empresário. Os dois já foram alvos da 1ª fase desta Operação.
Nesta quinta, as fases da operação receberam os nomes de “Pique-esconde 1” e “Pique-esconde 2” e se destinaram a investigar a execução de contratos de obras de manutenção rodoviária nas regiões de Oliveira, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e Passos, no Sul de Minas, com gastos de quase 130 milhões de reais.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Belo Horizonte e três em Oliveira. Além disso, foram expedidos pela Justiça 29 afastamentos de sigilos fiscal e bancário. Se forem condenados, os suspeitos podem pegar até dez anos de prisão. Vinte e nove policiais participaram da operação, que contou também com o apoio da Controladoria-Geral da União.
De acordo com a PF, durante a análise do material apreendido na 1ª fase da “Rota BR-090'' foram identificados indícios de "ocultação de patrimônio e recebimento de vantagens indevidas por meio da utilização de outras pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados".
"O estado de Minas Gerais possui a maior malha rodoviária do Brasil. O desvio de recursos relacionados à manutenção das rodovias, além de causar um prejuízo humano imensurável, impacta diretamente na economia do país, por serem as rodovias o nosso principal meio de transporte de mercadorias", considerou a Polícia Federal.
A PF criou um canal de denúncias para combater crimes relacionados a operação: [email protected]. A reportagem procurou a assessoria de imprensa do Dnit e aguarda retorno.

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