Uma criança de 2 anos foi internada no hospital Odilon Behrens, na região Noroeste de Belo Horizonte, com sinais de agressão nesse domingo (2). A menina contou para o pai e a avó que os hematomas tinham sido provocados pelo namorado da mãe. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Os familiares paternos da menina contaram à Polícia Militar que não tinham qualquer contato com a criança há cerca de um mês. A mãe justificou a ausência ao dizer que a garotinha estava com sintomas de febre e gripe. Depois desse período, ela passou o dia, ontem, com o pai.
Os familiares pela parte do pai estranharam, logo quando reencontraram a criança, um hematoma na testa da menina. O avô materno alegou que ela havia caído da cama, o que teria causado o machucado. Mas outras marcas foram encontradas pelo corpo – como nas pernas e glúteos.
A menina ainda reclamou dor de cabeça quando teve o cabelo penteado. A avó chegou a ouvir como resposta da menina que o responsável pelas dores seria o namorado da mãe. Tudo isso assustou o pai da menina, que procurou uma unidade policial para denunciar o caso.
Ele e a mãe da criança terminaram o relacionamento há sete meses.
Os militares se deslocaram para a casa dos avós maternos da crianças e acabaram encontrando a mãe dela por lá. Ao se deparar com os policiais, a mãe aparentou bastante nervosismo, sempre conforme a própria PM, e apresentou a mesma versão: a menina tinha caído da cama e já havia sido medicada.
Os policiais, então, pediram para que ela os levasse à casa do namorado. No trajeto, outra ação da mulher chamou a atenção das autoridades: mesmo orientada a não usar o celular, a mãe ligou para o namorado para contar que estava com a polícia.
O aparelho foi recolhido em seguida.
Segundo a PM, o namorado da mãe da criança disse que compareceria à delegacia. A mãe, que afirmou ser investigadora aposentada da Polícia Civil, teria desferido um tapa em um dos policiais, além de ofendê-los com xingamentos.
Por fim, os militares alegam que a mãe da criança também os ofendeu e ainda teria simulado uma agressão. A reportagem tentou falar com a mulher, mas não obteve sucesso até esta publicação. Tão logo tenhamos sucesso, esta reportagem será atualizada.
A mãe e o namorado foram, enfim, levados à Deplan (Delegacia de Plantão) 4.
A menina foi levada até o hospital Odilon Behrens e ficou internada por conta da gravidade das lesões. O pai permaneceu com ela na unidade hospitalar. Procurada pela reportagem, a PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) informou que a menina segue internada.
“Os envolvidos estão prestando esclarecimentos na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, ao Idoso, à Pessoa com Deficiência e Vítimas de Intolerâncias”, informou a corporação, em nota enviada no fim da manhã de hoje. “A PCMG realiza, neste momento, diligências para que sejam tomadas as providências cabíveis”, diz em outro trecho (leia na íntegra abaixo).
O caso possui semelhanças com o de Henry Borel, que chocou todo o Brasil. O menino de 4 anos morreu na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 8 de março e era enteado do vereador Dr. Jairinho (Solidariedade). Na época foi dito pelos envolvidos que Henry havia caído da cama e isso teria provocado o óbito.
O laudo médico apontou 23 lesões em Henry Borel e descartou a hipótese de acidente doméstico. O vereador, que era namorado da mãe de Henry, é suspeito pelo assassinato e está preso. A professora Monique Medeiros também está na prisão.
“A Polícia Civil de Minas Gerais informa que os envolvidos estão prestando esclarecimentos na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, ao Idoso, à Pessoa com Deficiência e Vítimas de Intolerâncias.
A criança encontra-se internada e a PCMG realiza, neste momento, diligências para que sejam tomadas as providências cabíveis”.

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