Um garçom que trabalhava PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) foi preso, nessa quarta-feira (5), suspeito de estuprar uma criança de 3 anos, em Vespasiano, na região metropolitana da capital mineira. A vítima é neta da companheira do homem, de 57, que foi exonerado do Executivo municipal. Um laudo médico confirmou a violência sexual.
A delegada Nicole Perin afirmou, em entrevista coletiva, que o garçom foi preso em um supermercado próximo à prefeitura. O estupro foi descoberto pela família enquanto a avó materna brincava com a neta. A parente resolveu fazer uma gravação com os relatos da criança e procurou a polícia.
“No vídeo a menina fala que o homem fazia coisas que ela não gostava, mas que não poderia contar pois era uma menina muito educada. Ela fala de ‘brincadeiras’ feitas por ele: colocar a mão na periquita e algo nas costas que doía muito”, detalhou a delegada responsável pelo caso.
Tanto a vítima como os pais dela moravam há sete meses na mesma casa em que o suspeito. A polícia ainda não sabe desde quando os crimes eram praticados. “A mãe disse que deixava a filha sozinha apenas quando ia dar um volta com o cachorro na rua, mas que isso era muito rápido”.
O suspeito coagia a garota a não revelar os estupros dizendo que ele era uma “menina muito educada” e, por isso, não poderia dizer o que tinha ocorrido.
A vítima foi submetida a exames que confirmaram a violência sexual, conforme disse a delegada. O garçom foi ouvido durante a investigação e negou o crime. No momento da prisão ele não reagiu e apenas disse que estava “triste” por estar sendo preso. O homem não tinha passagem pela polícia e foi levado ao Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) Gameleira onde ficará pelos próximos 30 dias, prazo da prisão temporária.
A criança, até o momento, não foi ouvida, mas isso ainda vai acontecer, segundo a delegada. “A oitiva dela será feita na Justiça, pois desta forma que é o procedimento na comarca de Vespasiano”. A avó da menina era aguardada ontem para prestar depoimento, mas não compareceu. Ela será ouvida na próxima semana.
O advogado do suspeito prometeu “trazer novas provas [para defender o cliente] e que vai fazer uma reviravolta no caso”. Se o garçom for condenado por estupro de vulnerável, poderá ficar preso de 8 a 15 anos.
Procurado pela reportagem, a PBH informou que o garçom não faz mais parte do quadro de funcionários do Executivo municipal. “A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o referido servidor foi exonerado do cargo nesta quarta-feira, dia 5, conforme publicação no Diário Oficial do Município”.

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