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Internacional Carnes de aves

Arábia Saudita alega contaminação microbiológica após suspender compra de carnes de aves em Sete Lagoas e no país

A justificativa oficial do governo saudita ocorreu três dias após a suspensão de compra de carne de aves de 11 empresas nacionais, entre as quais a do Grupo Vibra em Sete Lagoas

14/05/2021 08h57
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com G1
Arábia Saudita é o segundo maior comprador da carne brasileira, depois da China. — Foto: Anderson Pereira e Adailton Barros
Arábia Saudita é o segundo maior comprador da carne brasileira, depois da China. — Foto: Anderson Pereira e Adailton Barros

 

Arábia Saudita informou ao governo brasileiro que suspendeu a compra de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros por contaminação microbiológica, segundo informou o Itamaraty em nota, na terça-feira (11). 

A justificativa oficial do governo saudita ocorreu três dias após a suspensão. O país é o segundo maior comprador da carne brasileira, depois da China. 

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"Por meio da Nota Verbal, a SFDA [ Saudi Food and Drug Authority] informou que os estabelecimentos foram suspensos, com vigência a partir de 23/05/2021, porque produtos exportados pelas empresas envolvidas teriam ultrapassado limites e padrões microbiológicos estabelecidos no Regulamento Técnico nº GSO 1016/2015", informa a nota do Itamaraty. 

O governo brasileiro afirma ainda que "não foram apresentados dados a respeito dos limites suspostamente ultrapassados, nem dados científicos acerca da metodologia utilizada nas análises que teriam sido realizadas".

"O Itamaraty tampouco foi informado pelas autoridades sauditas da natureza das detecções". 

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Os 11 frigoríficos suspensos foram: 

· 5 da Seara Alimentos: em Amparo (SP), Brasília (DF), Campo Mourão (PR), Caxias do Sul (RS), Ipumirim (SC);

·         3 da Vibra Agroindustrial: Itapejara D'Oeste (PR); Pato Branco (PR) e Sete Lagoas (MG);

·         2 da JBS: em Montenegro (RS) e Passo Fundo (RS);

·         1 da Agroaraçá: em Nova Araçá (RS).

Repercussão

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que "não é aceitável a imposição de barreiras sanitárias sem as devidas comprovações técnicas" entre as nações que são membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), como é o caso do Brasil e da Arábia Saudita.

A associação reforçou que, até o presente momento, não houve envio, por parte das autoridades sauditas, de qualquer relatório com informações que fundamentem a suspensão.

No dia da suspensão, a JBS disse à imprensa, em nota, que procurou a SFDA para "dialogar e entender as motivações para o bloqueio" que a sua produção destinada à Arábia Saudita já foi redirecionada para outros mercados.

A Vibra Industrial disse que, no momento, não irá comentar. A reportagem também entrou em contato com a Agroaraçá, mas não teve retorno até a última atualização desta matéria.

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