Um médico de 26 anos foi preso suspeito de cometer estupro e estupro de vulnerável, além de praticar o crime de divulgação de cena de estupro, sexo ou pornografia sem a autorização da ex-namorada, uma jovem de 22 anos. A investigação da Polícia Civil aponta que o homem, preso nessa quinta-feira (12) em Miraí, na Zona da Mata, teria feito outras vítimas.
De acordo com a delegada Érica Nascimento Guedes, a vítima teve um relacionamento com o suspeito entre janeiro e junho deste ano. Os crimes teriam sido cometidos em Cataguases, onde a jovem mora, e em Miraí. Durante as investigações, a ex-namorada e outras duas mulheres foram ouvidas.
“Ela alega ter sofrido, nesse período, os crimes de estupro, mas também estupro de vulnerável – em razão do rapaz ter dopado a ex-namorada e mantido relações com ela desacordada. O investigado também teria divulgado cenas de sexo e nudez, sem a autorização da vítima”, detalha a delegada sobre as acusações da jovem de 22 anos.
Uma mulher de 21 anos, prestou depoimento na Delegacia de Mulheres em Alfenas e afirmou que teve fotos íntimas divulgadas pelo médico. Outra jovem, que hoje tem 25 anos, também alega ter sido dopada há alguns anos pelo suspeito.
Depois, ele teria mantido relação sexual com ela enquanto a jovem estava desacordada. Os dois casos teriam ocorrido, quando ele ainda era estudante de medicina na cidade de Alfenas, e a segunda potencial vítima denunciou o caso à Polícia Civil de Muriaé.
Ainda conforme a delegada, três testemunhas também foram ouvidas. Um Relatório Circunstanciado de Investigação foi feito e resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o suspeito, nas residências dele, em Miraí e em Cataguases.
Na ocasião, foram apreendidos três aparelhos celulares, dois notebooks, uma câmera fotográfica, dois pendrives, diversos medicamentos de uso controlado, vários objetos de uso sexual e dois cigarros de substância semelhante a maconha.
Já o mandado de prisão temporária foi cumprido por policiais civis de Cataguases e de Miraí, no local de trabalho do médico. Ele foi encaminhado à delegacia em Cataguases e, depois, foi conduzido até o sistema prisional. De acordo com a autoridade policial, o material apreendido foi encaminhado à perícia.
A delegada reforça a importância da denúncia, no caso de outras possíveis vítimas: “A mulher pode procurar a delegacia de Polícia Civil em Cataguases, que fica Rua Antero Ribeiro, 180, no bairro Popular, ou ligar para a unidade policial no número (32) 3421-1129, para que o suspeito também possa responder por outros atos ilícitos supostamente praticados”.
Com PCMG

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