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Usina em Minas Gerais vai gerar energia com material de aterro sanitário

Com investimento da ENC Energy Brasil, produção a partir do biogás deve ser iniciada ainda no primeiro semestre de 2022

12/10/2021 11h00 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com O Tempo
A usina de biogás utiliza material orgânico gerado por aterros sanitários para gerar energia Foto: Energy Brasil/Divulgação
A usina de biogás utiliza material orgânico gerado por aterros sanitários para gerar energia Foto: Energy Brasil/Divulgação

O município de Santana do Paraíso, no Vale do Aço, Minas Gerais, vai receber uma expansão na usina de biogás, que vai somar mais 1 megawatt (MW), dobrando a capacidade na estrutura. O novo motor deve ser inaugurado ainda no primeiro semestre de 2022. A usina de biogás, que utiliza do material orgânico gerado por aterros sanitários para gerar energia, é da ENC Energy Brasil, com gestão da Órigo. O novo motor terá um investimento de R$ 5,5 milhões, que se somam aos aporte R$ 6 milhões no empreendimento, que já funciona desde o ano passado.

De acordo com a empresa, a estrutura gera energia elétrica para a região por meio da geração distribuída por pequenos e médios empresários. O processo para a conversão da energia a partir do biogás ocorre a partir com a decomposição, sem oxigênio, do lixo do aterro sanitário, o que gera gases metano e dióxido de carbono. A mistura deles é o biogás, que é transformado em energia elétrica por meio de calor.

“O processo é similar ao do gás natural, só que o biogás é feito pela composição do lixo. Inclusive, estamos estudando um projeto piloto para que, em 2022, possamos também converter esse gas para biometano e injetá-lo nas distribuidoras de gás”, explica o presidente da ENC Energy Brasil, Rodrigo Lopes Missel.

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A tecnologia é cerca de 25 vezes menos poluente que o gás carbônico gerado na queima de lixo, outra forma de produção de energia a partir do lixo. No entanto, de acordo com o presidente da ENC, o biogás é, além de mais sustentável, uma forma de valorizar os próprios aterros sanitários, que têm um tratamento sanitário, diferentemente dos lixões, que são usados nas usinas de queima de lixo.

“Obviamente, isso é um ciclo que potencializa a geração de empregos para o aterro e a usina. A gente emprega 3 pessoas na usina e tem um ciclo de empresas na região que são favorecidas, compra peças e insumos. É uma cadeia que realmente é bem virtuosa”, afirma.

Segundo ele, a expansão em Santana do Paraíso deve ocorrer entre junho e julho do ano que vem. Para a conclusão, o projeto aguarda a liberação da construção de uma linha de transmissão pela Cemig, o que deve ocorrer até novembro deste ano, e o novo motor da usina de biogás, que deve chegar entre fevereiro e março de 2022.

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A estrutura em Santana do Paraíso é a terceira usina da ENC Energy em Minas. Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Ipatinga, cidade que fica a 10 km de Santana do Paraíso, já têm usinas instaladas pela empresa, que totalizam 6,3 MW, o suficiente para abastecer 75 mil habitantes, segundo a ENC.

Mais barato

Os comerciantes da região que recebem a energia gerada pela usina de biogás em Santana do Paraíso pagam, de acordo com a ENC, um valor entre 15% e 20% mais barato do que o comercializado pelas grandes distribuidoras. 

Segundo o presidente da ENC Energy Brasil, Rodrigo Lopes Missel, a distribuição é feita por um consórcio criado pela empresa, por meio de representantes comerciais, que oferecem a participação no sistema de geração distribuída.

"A energia produzida é comercializada para pequenos e médios comerciantes, como farmácias, supermercados, varejo e postos de gasolina”, completa Missel.

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