Um levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro apontou que alguns produtos de sacolão tiveram aumento de mais de 100% em Belo Horizonte, nos últimos dois meses. A pesquisa mostrou ainda que alguns alimentos podem ter uma diferença de mais de 300% entre um estabelecimento e outro. O estudo foi realizado entre os dias 8 e 11 de março, em 18 comércios da Grande BH.
Segundo o economista Feliciano Abreu, responsável pela plataforma que realizou a pesquisa, o aumento está ligado aos estragos causados pelas chuvas no estado mineiro. “Muita gente pode pensar que é ligado ao aumento no combustível, mas isso não refletiu ainda”, detalha.
No entanto, ele afirma que o encarecimento dos combustíveis ainda vai ter impacto nos preços, em um futuro próximo. “São produtos muito sensíveis em relação ao preço do transporte. É tanta ‘bomba’ na economia, com Covid, guerra, que a gente acaba esquecendo que a chuva causou muito transtorno”, comenta.
“É provável que tenham mais aumentos por causa do custo do transporte, mas a gente pode também ter o benefício da recuperação da produção. A chuva destruiu muita coisa, mas pode ser recuperado. Esses produtos, que são relativamente baratos, são muito sensíveis ao valor do transporte, não é a mesma coisa que a carne, por exemplo”, acrescenta.
O economista aponta que até mesmo os produtos que costumam ter preço estável, tiveram aumento “fora da curva”. De janeiro a março desse ano o quilo da cenoura foi de R$ 5,96 para R$ 10,95, um aumento de 83%. O quilo da abóbora subiu de R$ 2,91 para R$ 6,99, um aumento de 140%. O repolho subiu de R$ 2,51 para R$ 6,34, um aumento de 152%.
Ainda assim, alguns produtos foram exceções e tiveram quedas nos preços. Feliciano explica que, nestes casos, a diminuição está ligada a uma boa safra desses vegetais. O quilo da banana prata caiu de R$ 6,84 para R$ 5,16, uma redução de 24%. O quilo do abacate caiu de R$ 12,20 para R$ 8,17, uma redução de 33%.
Segundo a pesquisa, a diferença entre os sacolões é significativa e Feliciano orienta que os clientes fiquem atentos a isso na hora de comprar. As variações chegaram a 397% no quilo do quiabo que pode custar de R$ 3,98 até R$ 19,80. O quilo do tomate comum custa de R$ 3,98 até R$ 12,99, uma variação de 226%. O quilo da batata inglesa vai de R$ 2,98 até R$ 7,99, uma variação de 168%. O quilo da maça nacional pode custar de R$ 3,98 até R$ 12,99, uma variação de 226%.
Segundo o especialista, é importante avaliar a qualidade e o preço em conjunto, para conseguir pagar mais barato, em produtos bons para o consumo. “Supermercados e sacolões maiores costumam ter o dia da feira, que é uma oportunidade de comprar mais barato. A dona de casa tem que usar a criatividade que usava nos anos da inflação e substituir algumas coisas. Tem gente que fala: ‘não fico sem comer isso ou aquilo’. Se não souber se adaptar, vai acabar pagando mais caro”, orienta.

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