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Economia Alta de preços

Inflação se alastra, atinge 78% dos produtos, e famílias ficam sem saída

12/05/2022 às 11h33
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com UOL
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Antes da pandemia, menos de 50% dos itens do IPCA haviam apresentado aumento de preços - Imagem: Rahel Patrasso/Xinhua
Antes da pandemia, menos de 50% dos itens do IPCA haviam apresentado aumento de preços - Imagem: Rahel Patrasso/Xinhua

A alta de preços no Brasil se espalhou pela economia nos últimos meses e já atinge praticamente oito de cada dez produtos que compõem o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador oficial de inflação. O IPCA atingiu 1,06% em abril, a maior taxa para o mês desde 1996.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, no mês, o índice de difusão do IPCA foi de 78,3%, o maior desde janeiro de 2003 (85,9%). O índice de difusão mede a quantidade de produtos e serviços, dentro do IPCA, que registrou inflação (alta de preços) em determinado mês.

Se os preços do óleo de soja ou do arroz subirem, por exemplo, eles contribuem para a difusão mais alta. Atualmente, 377 estão na cesta de produtos monitorados pelo IBGE para medir a inflação.

Um reflexo do índice de difusão para o dia a dia das famílias é a dificuldade cada vez maior de fugir da alta de preços quando elas vão às compras.

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Além disso, o número grande de produtos com preços subindo pode realimentar a própria inflação. Um dos principais exemplos é o do óleo diesel: como serve de insumo para o transporte, a alta do combustível acaba puxando outros preços, como os dos alimentos.

Isso também vale para a energia elétrica. "A energia está em tudo, então acaba encarecendo a formação de preços. Deixa tudo mais caro", exemplifica o economista Fábio Romão, da consultoria econômica LCA. "Se você vai prestar um serviço, você usa a energia elétrica. Se vai fabricar algo, você também utiliza energia."

Inflação espalhada entre produtos e serviços. Os números do IBGE mostram que a inflação foi se espalhando nos últimos meses. Em fevereiro de 2020 —antes do início da pandemia de covid-19— o indicador de difusão era de 49,3%. Caiu mais um pouco, chegando a 43% em maio de 2020. Mas passou a subir no mês seguinte, até atingir os atuais 78,3%.

A difusão é tanto consequência quanto causa da inflação elevada, explica o economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flavio Serrano. “Há um processo de inflação um pouco mais persistente que o esperado inicialmente. Em um ambiente desses, começa a haver maior dispersão dos aumentos de preços. Assim, uma coisa leva à outra: uma inflação alta está produzindo uma difusão alta; e a difusão alta deve fazer com que a desaceleração da inflação seja mais lenta” (Flavio Serrano, economista-chefe da Greenbay).

Em outras palavras, os produtos e serviços influenciam uns aos outros, e a inflação acaba se espalhando pelos diferentes itens. Neste ambiente, fica mais difícil promover substituições de produtos, porque quase tudo fica mais caro —sim, isso não é só uma sensação.

Em abril, por exemplo, a alcatra subiu 0,78%, e o patinho teve alta de 1,85%. Quem correu para o frango inteiro como alternativa pagou preços 2,39% mais altos. Nem quem abriu mão da carne e procurou o ovo de galinha teve alívio: ele subiu 2,19%.

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