
Um novo desdobramento da história de Givaldo Alves – o ex-morador de rua agredido pelo personal trainer Eduardo Alves após ter sido flagrado fazendo sexo com a mulher dele, Sandra Mara Fernandes – ganhou destaque nos últimos dias. O agora influenciador digital contou em um vídeo nas redes sociais que já foi preso e condenado no passado por dois crimes diferentes. Givaldo alegou que "se arrepende de ter se envolvido com coisas erradas".
Givaldo foi preso em flagrante, em julho de 2004, após invadir uma casa em São Paulo e cobrar pelo resgate da vítima. Pelo crime de sequestro e extorsão, foi condenado a 17 anos de prisão. A Justiça acabou revisando a condenação para a pena mínima, de oito anos, por considerar que não houve agravante no crime, e ele deixou a prisão em 2013.
Antes disso, Givaldo já tinha passagem por furto, ocorrido em 2000, e foi condenado a dois anos de prisão em 2005, quando já estava preso. Sem citar detalhes dos crimes, o ex-morador de rua atribuiu os casos à influência de amizades que tinha na época. O vídeo em que ele conta os casos foi postado na sexta-feira (20) e até a última atualização desta reportagem tinha 65 mil visualizações.
"Esse tempo todo depois que eu saí da prisão não tem sido fácil, mas tenho me esforçado demais e tenho conseguido. E isso já faz quase dez anos. Para mim, cada ano é uma vitória", comentou, dizendo que se arrepende dos episódios principalmente por ter perdido a infância da filha. Procurada pelo R7, a assessoria de imprensa do influenciador afirmou que Givaldo já pagou pelos crimes e que se arrepende de ter "se envolvido com más companhias."
Na sexta-feira (20), a Polícia Civil do Distrito Federal finalizou o inquérito do caso que envolve o ex-morador de rua. Segundo a investigação, Givaldo não cometeu estupro de vulnerável. Mas a Polícia Civil decidiu pelo indiciamento do ex-morador de rua por difamação de Sandra. Além disso, a corporação responsabilizou o personal Eduardo pelo crime de lesão corporal leve, por causa das agressões a Givaldo. As conclusões foram enviadas à Justiça do Distrito Federal.
A decisão da polícia foi celebrada pela defesa de Givaldo. "As graves e profundas feridas provocadas pela injusta acusação de estupro de vulnerável demorarão para cicatrizar, mas o sentimento é de que a justiça imperou, como deve ser", escreveram os advogados Mathaus Arial Oliveira e Anderson Rodrigues.
A defesa de Eduardo e Sandra enviou uma nota em que afirma que vai se reportar ao Poder Judiciário nesta segunda-feira (23) e que posteriormente fará "um pronunciamento oficial com intuito de que a verdade prevaleça e de que nossos constituintes tenham a garantia de continuar suas vidas em paz”.
Na noite de 9 de março, Eduardo encontrou sua mulher mantendo relações sexuais com Givaldo dentro de um carro. O personal espancou o morador de rua por acreditar que ela estava sendo vítima de estupro. O caso ocorreu em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal.
A cena foi filmada por câmeras de segurança. Diante da gravidade das agressões, Givaldo foi levado para o Hospital Regional de Planaltina, onde permaneceu por três dias. Após a recuperação, ele foi conduzido a um abrigo em Ceilândia.
Na ocasião, a esposa do personal alegou que tinha se envolvido na situação após haver sofrido um surto psicótico. Posteriormente, médicos que a acompanharam em uma unidade psiquiátrica pública do DF atestaram "hipótese diagnóstica de transtorno afetivo bipolar em fase maníaca psicótica".

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