
No final de outubro foi observada uma mancha na superfície da lagoa Paulino, no centro da cidade. Rapidamente, a Prefeitura de Sete Lagoas agiu e acionou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semadetur) e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) para a limpeza da lagoa. A autarquia também colheu amostras para análise.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Semadetur, Pedro Elysio Figueiredo, trata-se de descarte ilegal que chegou até a lagoa pelas bocas de lobo da rua Nestor Fóscolo. "Pela análise, o material é do grupo dos ácidos graxos, gorduras e desengordurantes, mas não é possível saber qual a substância exata. Por meio da Escola Técnica, enviamos uma amostra para a UFMG para identificar exatamente do que se trata a substância dentro desse grupo", revela o engenheiro.
O mais importante, segundo Pedro Elysio, é tranquilizar a população de que não houve dano algum ou contaminação à biota da lagoa, sem morte de animais, uma vez que o material tinha baixa densidade e era flutuante. "Com o apoio do SAAE, sugamos 99% do material e as chuvas recentes fizeram com que a lagoa estravasasse o restante do material pelo seu vertedouro", afirma o engenheiro.
"Vale ressaltar que não foi poluição da lagoa, mas sim um material descartado ilegalmente em alguma boca de lobo próxima. Aproveitamos para pedir à população que não descarte materiais poluentes nas bocas de lobo da região. Elas servem para absorver as águas pluviais (das chuvas) e não são receptores de esgoto ou outros materiais descartáveis", lembra Pedro. Denúncias de descarte ilegal em bocas de lobo devem ser feitas pelo e-mail [email protected]

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