
O governo conseguiu aprovar o reajuste do próprio salário em 298%. A votação dos deputados que deu aval ao governador para o aumento aconteceu na tarde desta quarta-feira (4) por 45 votos favoráveis e 20 contra.
Apesar da vantagem no placar final da votação, nenhum deputado da base do governo subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para defender o aumento do salário do governador.
Os deputados de oposição, derrotados na votação, dominaram as falas e criticaram sobretudo o argumento do governo, dizendo que o aumento proposto supera a inflação do período entre 2007 e 2023. Mesmo deputados da base do governo, como o deputado Caporezzo (PL), que fez a defesa do aumento nas comissões, foi um dos que criticou.
“Não se trata de recomposição. As perdas inflacionárias no período ficaram em 147%. É incoerência defender um aumento dentro da inflação para os servidores da segurança e do executivo e autorizar este aumento para o governador”, destacou.
A deputada Beatriz Cerqueira (PT), também tomou a palavra e destacou que diversas carreiras de nível superior na estrutura do governo estadual ganham menos de R$ 2 mil. “Quer dizer então que só utilizamos o critério do mérito quando tratamos do reajuste do governador? E os demais servidores?”, questionou.
A deputada Lohanna (PV) lembrou que o governo e a base na Assembleia tem utilizado com frequência o argumento de que o Estado não tem recursos e enfrenta dificuldades fiscais com excesso de gastos públicos. “Vejam a incoerência. Lembrem daqui a pouco vocês [governistas] vão pedir para a gente aprovar o Regime de Recuperação Fiscal, mas vão ter que fazer isso depois de aprovar esse reajuste”, afirmou.

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