
O clima festivo tomou conta de Jequitibá (MG) com a realização do seu tradicional Festival de Folclore que atraiu mais de 25 mil pessoas de 07 a 10 de setembro, de acordo com a organização do evento. A cultura popular brasileira foi o destaque da extensa programação gratuita voltada para crianças e adultos durante os quatro dias. Nesta 33ª edição, cujo tema foi “Afromineiridade”, o público contou com shows, oficinas, palestras, roda de conversa, gastronomia, concurso de culinária, apresentações de grupos folclóricos e de escolas e, ainda, peça teatral, pedal bike e distribuição de mudas de plantas aromáticas e hortícolas. A apresentação do festival ficou sob o comando do ator Márcio Vesoli.
“Esse evento resgata e mantém a nossa cultura popular. Tivemos a presença maciça de toda a comunidade e de outras regiões. Ficamos muito satisfeitos”, disse o secretário de Cultura e Turismo, José Raimundo de Oliveira Alves.
A energia e a hospitalidade do povo jequitibaense foram sentidas por quem visitou a cidade, que ganhou um brilho e um colorido especial. A decoração da área de eventos, ao entorno da Lagoa Pedro Saturnino, cartão postal da cidade, foi um dos destaques da festa. Além de um portal de boas-vindas, todo o espaço foi enfeitado com adornos, fitas, estandartes, tecidos coloridos e de chita, coroas, e estampas de santos. O Boi-Bumbá, estrela da cena folclórica, também estava presente.
E os grandes mestres da cena folclórica de Jequitibá foram homenageados por estudantes, que fizeram colagens por meio da técnica Pop Art durante a oficina “Recortes da História” que foi ministrada pelo artista plástico Euler Alves e pela designer e curadora Narly Simões, ambos do Eco das Artes. Os trabalhos foram expostos e fizeram parte da decoração.
Houve também palestras sobre os “70 anos de Rosa no Caminho da Boiada”, “Patrimônio Cultural, ferramentas de promoção e difusão – conexões com a Afromineiridade”, além de intervenção cultural com a Cia Pé de Pano, roda de conversa sobre o “Turismo e suas interlocuções e oficina de plantas não convencionais.
Música
A musicalidade regional foi uma das estrelas do festival. O som da viola ecoou pela cidade. A Orquestra Mineira de Viola Caipira (Sete Lagoas) animou o público com um repertório vasto e vibrante. Já o violeiro Chico Lobo, que se apresentou com o violinista Marcelo Fonseca, interagiu com a plateia o tempo todo, inclusive chegou a promover uma grande roda no meio da multidão.
O modão de raiz também foi reverenciado por meio da apresentação da Banda Sertanejo Classe A. E a sonoridade caipira também fez parte do repertório de Zé Henrique e Adriano - Projeto Maraká (Jequitibá). O forró, frevo e ritmos que expressam a cultura brasileira também animaram os visitantes com o show do Chama Chuva e, ainda, de Vilmar da Lapinha e Trio Lapinhô, que encerraram o festival.
Já o cantor Eros Biondini apresentou um repertório com músicas cristãs contemporâneas de sua autoria e também de grandes representantes do gênero, como Padre Marcelo Rossi e Regis Danese. Houve a interação da plateia do início ao fim do show.
Gastronomia
Um dos pontos altos do festival foi a gastronomia. Houve oficina gratuita de culinária com o chef Márcio que ensinou a preparar “Creme Brullé” e licor de milho. Nas barracas da praça de alimentação, na área de eventos, o público saboreou petiscos diferenciados e que davam água na boca. Inclusive, houve a realização do V Festival de Culinária de Jequitibá com a premiação aos autores dos melhores pratos feitos à base de ingredientes regionais, como o milho e a mandioca.
O primeiro lugar ficou com a barraca de Alcione Simone que apresentou o prato típico “Costelinha com mandioca na manteiga e creme de cebola”, a segunda posição ficou com a barraca de Karen Marques com o “Escondidinho de mandioca com carne seca”. Já o terceiro lugar ficou com a barraca de Marcos Fernandes que apresentou “Arroz com suã e milho”. Os vencedores ganharam como troféus telas criadas pelo artista plástico Euler Alves.
Artesanato
Além da comida, os visitantes tiveram contato com o famoso artesanato da região. Nos estandes havia roupas e peças de fuxico e bordadas, como peças de mesa e cama, decoração feita com argila, bordados, tapetes, bonecas de pano, doces caseiros e bebidas artesanais. Houve também oficina grátis de estandartes com Lucinha Saturnino.
Folclore
Os visitantes também se encantaram com as apresentações dos grupos folclóricos de Jequitibá e de diversas localidades de Minas Gerais. Juntos, eles ressaltaram a magia da cultura popular, perpetuada de geração em geração. Com suas roupas coloridas, seus cantos e danças, os integrantes emocionaram a todos, principalmente as crianças que seguem os caminhos dos familiares.
Mais de 20 grupos folclóricos participaram do tradicional cortejo da cultura popular na manhã de 10 de setembro, último dia do festival. Na sequência, eles se dirigiram à área de eventos, onde foi celebrada uma missa em homenagem aos folcloristas e mestres da cultura popular. Também teve a presença do Grupo Carroça Teatral (Sete Lagoas) que apresentou o espetáculo Ciranda Sertaneja.
“`Foi muita emoção. O balanço foi muito positivo. A cada ano superamos as expectativas. Com isso, aumenta a nossa responsabilidade para que, no próximo ano, a gente faça, no mínimo, igual a este”, diz Valéria Matos, produtora do festival.
Confira a cobertura do Festival de Folclore de Jequitibá pelo Instagram (@folclorejequitiba)
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