
O mês de setembro chega com datas marcantes no calendário, mas uma chama bastante atenção por sua relevância no contexto social, que é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Celebrada no dia 21, chega para reforçar a inclusão e a conscientização a respeito da luta anti-capacitista.
Para Cíntia Santos, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Ester Assumpção, organização não governamental e sem fins lucrativos, que atua em prol da inclusão, é preciso fazer mais. Ela lembra que mesmo com a Lei 8.213/1991, conhecida como Lei de Costas, as organizações podem aproveitar ainda mais o potencial produtivo dos profissionais com deficiência.

Segundo Cíntia Santos, a Lei 8.213/1991 deveria ser mais respeitada, uma vez que muitas organizações parecem ignorar a legislação ou são apenas meras cumpridoras da determinação legal, sem se atentar, de fato, à responsabilidade social. “O direito ao trabalho para a pessoa com deficiência está garantido na Constituição Federal. Porém, poderíamos estar mais à frente, com mais profissionais atuando no mercado de trabalho. É preciso enxergar além de apenas cumprir a lei, mas, de fato, perceber que profissionais com deficiência podem ocupar posições estratégicas, podem ser produtivos e gerar resultados para as organizações”, diz a especialista, uma vez que conforme dados atuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e na Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2022, existem 18,6 milhões de pessoas com deficiência, mas o nível de ocupação é de 26,6% entre este público, contra 60,7% da população brasileira total. “É um cenário que acende o alerta acerca da inclusão no mercado de trabalho”, ressalta a psicóloga e coordenadora de projetos.
Plataforma 100% acessível
Para ajudar a fomentar a inclusão no mercado de trabalho, o Instituto Ester Assumpção oferece gratuitamente uma plataforma de oportunidades 100% acessível, em que as organizações podem publicar suas vagas e buscar candidatos, bem como os próprios profissionais podem se cadastrar no banco de talentos, visualizar as oportunidades e pleitear uma colocação. “Atuamos como um elo entre organizações e profissionais com deficiência, sem cobrar nada para ambos os lados. A intenção é suprir a necessidade do mercado, pois, se de um lado há pessoas buscando trabalho, de outro há gestores à procura de colaboradores com deficiência e nós criamos um atalho entre eles”, complementa Cíntia Santos.
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