
Pensando em aumentar ainda mais a produção de tilápias no Estado e oferecer melhores condições aos produtores, a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Epamig) já começou a realizar a reversão sexual das fêmeas da espécie e o melhoramento genético no Campo Experimental de Felixlândia, no Norte de Minas.
O coordenador do projeto, o zootecnista, com mestrado em Ciências dos Alimentos, e pesquisador, Alisson Meneses, explicou que foi estabelecida uma parceria-público-privada para o desenvolvimento do projeto “Produção de Alevinos e Melhoramento Genético da Tilápia Revertida Sexualmente”.
O objetivo, segundo ele, é suprir o déficit atual de 10 milhões de alevinos (peixes com poucos dias de vida) entre os piscicultores. Segundo ele, a maior parte dos produtores compra os recém-nascidos de criatórios de outros estados, o que pode não ser bom por não serem exemplares adaptados às nossas condições climáticas.
O problema do déficit ocorre porque entre os meses de maio, agosto e setembro, as fêmeas não reproduzem porque as águas apresentam temperaturas abaixo de 21ºC. Isso é ruim porque representa uma ruptura no ciclo produtivo, interrompendo o fornecimento de alevinos de qualidade e provocando uma queda no terceiro trimestre na produção de filé de tilápia.
“Para contornar essa questão, estamos trazendo genéticas do Paraná e de Santa Catarina, que já estão sendo melhoradas há 12 anos, para fazermos a replicação e a conservação do material genético aqui em Felixlândia. Nossa estimativa é produzir algo em torno de dois milhões de alevinos a mais por ano, para tentar suprir a demanda dos produtores locais”, explica Meneses.
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