
Entre os dias 21 e 22 de fevereiro, foi realizado, em Capitólio (MG), o 1º Encontro dos Comitês de Bacias Hidrográficas de Minas Gerais. A iniciativa, que foi promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), contou com membros dos comitês de bacias do estado, representantes de órgãos federais e sociedade civil. Ao final do segundo dia, foi realizada uma visita de campo ao Dique de Capitólio, construção que divide a Bacia do Rio Grande e a Bacia do Rio São Francisco.
Buscando tratar de assuntos pertinentes à gestão hídrica e comuns as particularidades de cada comitê, o encontro oportunizou conversas sobre possíveis ações de enfrentamento às mudanças climáticas no estado, garantia dos usos múltiplos dos reservatórios, o Programa Produtor de Águas e a construção do Plano Nacional de Combate à desertificação.
A presidenta do CBH Rio das Velhas, Poliana Valgas, que também integra a comissão de Mudanças Climáticas do Fórum Nacional de Bacias Hidrográficas (FNCBH), destacou que, apesar de serem temas de complexidades e particularidades diferentes, todos os assuntos estão interligados. “Nós debatemos bastante a questão da desertificação, das mudanças climáticas, do Programa Produtor de Água e, também, da inadimplência na cobrança pelo uso de recursos hídricos. Então, repare que todos esses temas estão muito linkados, pois, se há urgência e demanda, precisamos de programas para agir, mas também precisamos de recursos para financiar. Nós vivemos extremos climáticos e esses extremos têm levado a questões de insegurança hídrica por todo o estado, questões de desertificação e até a própria seca”.
Valgas ainda reforça que a bacia do Rio das Velhas precisa do Plano Nacional de Combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca, já que há processos iniciais de desertificação na região do Baixo Rio das Velhas. “Em algumas partes da bacia, principalmente no final dela, já há processos de desertificação. Inclusive essa área já está mapeada pelo plano de desertificação. Então, inicialmente, trouxemos esses temas para iniciar uma discussão, para que, em um segundo momento, possamos nos debruçar em reuniões estratégicas sobre esse problema”, afirmou Poliana.

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