
As dívidas deixadas pelo ex-prefeito cassado Juninho foram assunto na reunião da Câmara Municipal, nesta terça-feira (14) em Inhaúma.
O vereador Marco Paulo Carvalho Costa (Ledim) disse que obteve da Prefeitura um relatório de 15 de janeiro a 18 de abril deste ano (2024), de contas a pagar a fornecedores e prestadores de serviço.
De acordo com o vereador, só nestes quatro meses, o Município está devendo 2 milhões, 610 mil, 243 reais e 45 centavos. E esse valor sem considerar maio e os anos anteriores.
De contas de energia da bomba da caixa d’água, a Prefeitura deve só neste ano, 147 mil, 259 reais e 69 centavos, sendo que só de março o valor da dívida é de 32 mil reais.
Assim sendo, a Prefeitura corre o risco de ter a energia cortada devido à falta de pagamento à Cemig e Inhaúma ficar sem água, alertou Ledim.
Em maio já veio o repasse do SPM ao Município no valor de R$ 759.512,96, mas só de descontos veio mais R$ 300.000,00: de dedução Pasep veio R$ 8.358 reais; débito de cotas veio R$ 2.263,58 mais R$ 152,00; de dedução do Fundeb veio R$ 167.180,00 e mais R$ 233,00; e transferência eletrônica veio R$ 4.900,00.
A atual situação trouxe muitas dificuldades ao atual prefeito Rodrigo Serralheiro para pagar os salários dos servidores.
Para Ledim, o gestor está tomando ciência da real situação para buscar sair do atoleiro deixado pela gestão anterior.
Estado de calamidade financeira
A Prefeitura de Inhaúma já decretou estado de calamidade financeira.
Segundo Ledim, o salário foi agora pago com atraso por causa de liberação de contas do Município, o que acaba prejudicando os servidores, principalmente os assalariados, uma vez que um juro a mais no banco dificulta a compra de um gás e o pagamento de uma determinada conta.
Contudo, ninguém deixará de receber o seu salário e os repasses continuarão sendo feitos. O vereador acredita que o Município voltará aos trilhos do desenvolvimento, mas é preciso primeiro corrigir a situação da Prefeitura.
Ele também sugeriu a elaboração de uma emenda na Lei Orgânica do Município, a ser votada e aprovada na Câmara, após a cassação do ex-prefeito, para evitar uma eleição indireta, que traria outros atrasos na liberação de pagamentos a servidores e fornecedores.
Para o vereador Rogério Angelino da Silva (Gordo), esta era uma situação prevista de quem chegasse na Prefeitura, o qual encontraria estas dívidas. Agora é fazer de tudo para acertar o que for possível.
A vereadora Patrícia Ribeiro de Araújo (Patrícia Professora) ressaltou que o Município vive um "angu de caroço", sendo preciso pensar na população no presente, nas necessidades das pessoas e no futuro.
Já o vereador Rogério de Oliveira Costa (Rogério dos Maias) enfatizou o caos da cidade e principalmente a situação precária das estradas rurais, devido ao trabalho não ter sido realizado em prol da população. Mas para ele nunca é tarde.
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