
A Polícia Civil de Sete Lagoas concedeu coletiva à Imprensa, nesta sexta-feira (24), às 15h45min, sobre o assassinato cruel do delegado de polícia aposentado, Dr. Hudson Maldonado Gama, de 86 anos.
Conforme publicado pelo Site Mega Cidade, a vítima foi queimada viva com gasolina, na tarde desta quarta-feira (22), em sua residência, no bairro CDI em Sete Lagoas.
O ex-policial civil Rodrigo César Costa, de 52 anos, suspeito pelo crime, apresentou-se na manhã desta sexta-feira (24), na 19ª Delegacia Regional da cidade.
A motocicleta utilizada na fuga foi abandonada e localizada na manhã desta quinta-feira (23), próximo à Chácara Vale Verde, no bairro Vapabuçú.
Ele foi ouvido pelo delegado regional de Sete Lagoas, Dr. Alexandre Viana, e pela delegada de homicídios, Dra. Fernanda Mara de Assis Costa, que comanda as investigações do caso.
Em seguida foi dado cumprimento ao mandado de prisão preventiva.
Segundo a delegada Dra. Fernanda Mara, o suspeito entregou-se espontaneamente e não houve nenhum obstáculo para a prisão dele.
A Polícia Civil trabalha com a possível linha de investigação, a sua exclusão dos quadros da instituição por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), face a prática de transgressão disciplinar de natureza grave, bem caracterizado como crime do art. 317 do Código Penal (corrupção passiva).
A suposta motivação do crime se deve ao fato da vítima ter tido participação ativa no processo administrativo.
O suspeito, ao render a cuidadora do idoso que estava no local, teria declarado: “Meu problema é com ele que está me devendo tem dezoito anos!”. De acordo com Dra. Fernanda Mara, o mesmo declarou que levou uma faca para conter a cuidadora caso fosse preciso, mas não teria utilizado o instrumento contra Hudson Maldonado.
De acordo com Dra. Fernanda, o investigado entrou com uma ação de reintegração de cargo, perdeu nas duas instâncias e na última semana, o mesmo teve nova derrota no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que reavivou toda a mágoa que ele tinha para com o delegado aposentado Hudson Maldonado.
A delegada contou que o suspeito disse que após o crime ficou três dias no mato e não querendo mais ficar nesta condição, preferiu se apresentar e responder pelo crime.
O suspeito já estava há dois dias passando em frente à casa de Hudson Maldonado, tendo já levado o combustível e deixado nas proximidades em um lote vago. “Segundo ele, inicialmente levou o combustível para utilizar na abertura da porta caso fosse preciso. Para entrar na casa, o ex-policial simulou uma entrega de medicamentos de uma drogaria. A princípio ele disse que não queria ter matado a vítima e sim agredi-la, sendo que no momento foi tomado pela emoção e usou o combustível em quantidade muito além do que ia ser”, explicou Dr. Fernanda Mara.
Veja abaixo o vídeo publicado pelo Site Setelagoas!
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