
Ricardo Lopes de Araújo, de 32 anos, identificado como o principal responsável por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça, permanece foragido há quase duas semanas. Ele é acusado de integrar um esquema criminoso que resultou na emissão de alvarás de soltura fraudulentos e deixou a prisão após a apresentação de um habeas corpus falso. Conhecido como “Dom” no meio criminoso, o suspeito foi libertado do Ceresp Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte, em 20 de dezembro. Outros dois presos beneficiados por documentos ilegais também seguem sendo procurados.
A fraude veio à tona após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais identificar decisões irregulares no sistema. As buscas pelos envolvidos tiveram início em 22 de dezembro.
Dom havia sido detido no dia 10 de dezembro durante uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais contra crimes cibernéticos no Judiciário. A ação resultou na apreensão de cerca de R$ 40 milhões, além de veículos de luxo, joias, computadores e criptoativos. As investigações apontam que ele exercia papel de liderança na organização criminosa e chegou a forjar a própria morte em registros digitais.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado utilizou credenciais legítimas do Judiciário para realizar o ataque e inserir um registro de óbito em seu nome, com o objetivo de impedir a emissão de novos mandados de prisão. A falsa declaração de morte teria dificultado os procedimentos policiais. “Com isso, seria impossível expedir uma ordem de prisão contra ele”, afirmou o delegado Álvaro Huertas, chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais, durante coletiva no início de dezembro.
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