
A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta quarta-feira (14), como foi realizada a prisão de um homem natural de Sete Lagoas, apontado como líder de uma quadrilha especializada em fraudar sistemas judiciais. Ele havia fugido do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional Gameleira, em Belo Horizonte, após apresentar um alvará de soltura falsificado.
O suspeito, considerado de alta periculosidade, foi localizado em um condomínio no bairro Maracanã, no Rio de Janeiro, durante uma operação integrada das forças de segurança mineiras. Outro homem, também foragido desde as fases iniciais da investigação, foi preso no mesmo local. Conforme a polícia, houve resistência no momento da abordagem, exigindo a atuação de uma equipe tática.
O homem já estava detido desde dezembro, quando foi capturado na primeira fase da Operação Veredicto Sombrio, que investiga um esquema complexo de invasão e manipulação de dados no sistema judiciário mineiro. Mesmo preso, ele repetiu o método criminoso e conseguiu fraudar um novo alvará usando informações de um magistrado, fugindo com outros detentos no dia 20 de dezembro. Pelo menos um dos beneficiados já havia sido recapturado antes desta última ação policial.
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava acessos ilegais ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para inserir ou remover mandados de prisão, emitir alvarás de soltura e até liberar veículos e valores apreendidos pelo Estado. A segunda fase da operação contou com o apoio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e envolveu equipes especializadas, incluindo delegacias de repressão ao crime organizado e o Departamento Estadual de Operações Especiais.
A Polícia Civil reforçou que as apurações continuam para identificar outros envolvidos e mapear a extensão completa das fraudes.
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