
Morreu nesta segunda-feira (2) a cantora Adriana Araújo, aos 49 anos. Considerada uma das principais vozes do samba em Minas Gerais, a artista estava internada no Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte, após sofrer um aneurisma cerebral.
A morte foi confirmada por meio das redes sociais da própria cantora. Em nota, familiares e equipe destacaram não apenas o talento artístico de Adriana, mas também sua personalidade marcante, lembrada pelo carinho, generosidade e alegria que transmitia dentro e fora dos palcos.
“O samba perde uma de suas grandes vozes, mas a dor vai além da música. Adriana deixa saudade em todos que conviveram com seu afeto, sua escuta atenta e seu abraço acolhedor. Sua arte permanece viva e continuará tocando corações”, diz um trecho da mensagem publicada.
Além de uma legião de admiradores, Adriana deixa o filho Daniel e o marido, Evaldo. A família pediu orações e mensagens de conforto neste momento de despedida.
Nascida em 1976, na comunidade da Pedreira Prado Lopes (PPL), em Belo Horizonte, Adriana Araújo construiu uma trajetória marcada pela valorização do samba, da ancestralidade e da cultura negra. Desde a infância, demonstrou interesse pela música e iniciou sua formação artística em oficinas culturais gratuitas realizadas na própria comunidade.
Ao longo da vida, participou de cursos de dança afro, teatro e técnica vocal, consolidando uma carreira respeitada no cenário cultural mineiro. Antes de seguir carreira solo, integrou o grupo Simplicidade Samba, ao lado do sambista Evaldo Araújo, tornando-se presença constante nas tradicionais rodas de samba realizadas no Bar do Cacá, no bairro São Paulo.
Em 2020, Adriana passou a se dedicar ao trabalho solo e, no ano seguinte, lançou o álbum autoral “Minha Verdade”, reunindo composições próprias e parcerias. Suas músicas abordam temas como amor, identidade, negritude e experiências vividas ao longo de sua trajetória como mulher negra e sambista.
Ao longo da carreira, dividiu o palco com nomes consagrados do samba brasileiro, como Leci Brandão, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindinho e Jorge Aragão, reforçando seu reconhecimento nacional.
Segundo informações divulgadas pela família, Adriana passou mal em casa no sábado (28), desmaiou e foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Após avaliação médica, foi transferida para o Hospital Odilon Behrens, onde exames confirmaram um aneurisma cerebral, seguido de uma hemorragia extensa.
A cantora permaneceu internada em estado gravíssimo, sob cuidados intensivos. A equipe médica informou que o quadro era considerado irreversível. As atualizações sobre sua saúde vinham sendo divulgadas exclusivamente pela família e pelo empresário.
A morte de Adriana Araújo gerou grande comoção entre artistas, amigos e fãs, que usaram as redes sociais para prestar homenagens e relembrar sua contribuição para o samba e para a cultura mineira.
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