
O desaparecimento de Alice Morais, de apenas 4 anos, mobiliza uma força-tarefa na zona rural de Jeceaba, na região Central de Minas Gerais, desde a tarde de quinta-feira (29). A menina, que é diagnosticada com autismo e é não verbal, sumiu enquanto estava na casa da avó, na comunidade de Bituri. Segundo a família, ela saiu sozinha em um breve momento de distração, quando os parentes estavam concentrados em um telefonema.
O desespero da mãe, Karine Maciel Moraes, de 24 anos, aumenta a cada hora. Em entrevista a O TEMPO, ela revelou temer que a filha tenha sido levada por alguém. "Acredito que alguém passou e pegou ela. Como ela é autista não verbal e gosta muito de sair de carro, creio que qualquer pessoa que oferecesse o bracinho, ela iria", desabafou. A suspeita ganha força diante do intenso rastreamento feito por quase 100 moradores com motos e drones, que até agora não encontraram vestígios.
As buscas oficiais, coordenadas pelo Corpo de Bombeiros, continuaram durante a madrugada e se intensificaram nesta sexta-feira (30), com 28 militares e cinco cães farejadores empenhados. A operação enfrenta dificuldades devido à topografia acidentada, com matas fechadas e encostas íngremes, além da chuva que atinge a região. Câmeras térmicas em drones foram usadas, mas ainda sem sucesso na localização da pequena.
Um cão farejador chegou a indicar um rastro que leva até uma estrada próxima, o que pode reforçar a hipótese de que a menina tenha saído da área de mata. A Polícia Militar e a Defesa Civil também atuam no caso, enquanto a família e a comunidade permanecem em vigília, esperando por notícias que possam trazer Alice de volta para casa.
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