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PF afirma que investigado na Operação Compliance Zero tentou suicídio em cela em BH

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, foi encontrado desacordado e levado ao Hospital João XXIII

05/03/2026 às 09h14
Por: Redação
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A Polícia Federal informou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, atentou contra a própria vida enquanto estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, nesta quarta-feira (4). Ele foi encontrado desacordado dentro da cela e levado para atendimento médico.

Segundo a PF, policiais iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou o investigado para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

Por volta das 21h, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que a morte ainda não havia sido confirmada e que Mourão permanecia internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Cerca de 45 minutos depois, o hospital iniciou o protocolo médico para confirmação de morte cerebral.

Investigação

Luiz Mourão havia sido preso na Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master. Na mesma operação também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder da organização investigada.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, Mourão teria papel central no grupo, sendo responsável por monitorar pessoas, obter informações sigilosas e executar ações de intimidação.

Mensagens obtidas pelos investigadores indicariam que ele atuava para levantar dados pessoais de alvos, monitorar ex-funcionários e pressionar pessoas consideradas adversárias do grupo.

Entre os diálogos analisados pela PF, há conversas nas quais Vorcaro teria solicitado a Mourão informações sobre funcionários e outras pessoas, além de discutir possíveis ações de intimidação. Também foram citadas conversas envolvendo ameaças contra uma empregada e discussões sobre monitorar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo o relatório policial, a dinâmica das mensagens aponta para ações de pressão e intimidação coordenadas dentro da organização, nas quais Mourão teria atuado como executor das ordens.

As investigações também indicam indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços considerados ilícitos.

Apuração do caso

A Polícia Federal informou que será aberta uma investigação interna para esclarecer as circunstâncias do ocorrido dentro da unidade prisional. Imagens de câmeras de segurança que registram o que aconteceu deverão ser encaminhadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Defesa

Em nota, a defesa de Mourão afirmou que esteve com ele até cerca de 14h e que, naquele momento, ele apresentava plena integridade física e mental. Os advogados disseram que tomaram conhecimento do episódio apenas após a divulgação de nota da Polícia Federal e que acompanham o caso no hospital.

A defesa de Daniel Vorcaro negou as acusações e afirmou que o empresário sempre colaborou com as autoridades e confia no esclarecimento dos fatos ao longo das investigações. Já o advogado de Fabiano Zettel, citado no caso, informou que ele se apresentou às autoridades e permanece à disposição da Justiça.

 

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