
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário”, já havia tentado tirar a própria vida enquanto estava preso em Belo Horizonte. O episódio ocorreu em 2003, quando ele foi detido na Delegacia de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos, acusado de receptação de veículos roubados.
Na época, Mourão era conhecido pelo apelido de “Mexerica”. O então chefe da delegacia, Cláudio Utsch, atualmente responsável pela delegacia de Caeté, confirmou que houve uma tentativa de suicídio dentro da unidade policial naquele período.
Segundo o delegado, a tentativa registrada recentemente na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais teria ocorrido de forma semelhante ao episódio ocorrido há mais de duas décadas.
Mourão entrou em protocolo de morte encefálica nesta quarta-feira (5), após ter tentado tirar a própria vida enquanto estava preso na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele havia sido detido horas antes durante a Operação Compliance Zero, que investiga o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
De acordo com a Polícia Federal, o investigado tentou se enforcar utilizando uma camisa dentro da cela. Após ser encontrado desacordado, ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital João XXIII, na capital mineira.
A Polícia Federal informou que vai apurar as circunstâncias do ocorrido. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, determinou a abertura de um inquérito para investigar o caso em Minas Gerais.
Mourão havia sido preso por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da operação que investiga um suposto esquema envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo as investigações, “Sicário” seria responsável por coordenar ações de monitoramento de pessoas, coleta de informações sigilosas e planejamento de ações contra adversários do empresário.
Na decisão que autorizou a prisão, Mendonça apontou que Mourão atuaria na obtenção de dados confidenciais, vigilância de alvos e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado.
As apurações também indicam que ele receberia cerca de R$ 1 milhão por mês para realizar essas atividades.
Entre os elementos analisados pelos investigadores estão mensagens trocadas entre Mourão e Vorcaro, que mencionariam o monitoramento do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, autor de reportagens críticas ao banqueiro. Em uma das conversas, há sugestão de acompanhamento do jornalista e discussão sobre uma possível agressão disfarçada de assalto.
A Polícia Federal investiga suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de Justiça.
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