
O Ministério Público de Minas Gerais, por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Sete Lagoas – Curadoria do Patrimônio Público, decidiu arquivar a notícia de fato apresentada pelo vereador Ivson Gomes de Castro que questionava suposto sobrepreço nas contratações de artistas para o pré-carnaval 2026, o 7Folia em Sete Lagoas. A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Cristiano César Pimenta Dayrell da Cunha no dia 26 de março de 2026.
A manifestação do parlamentar apontava possíveis irregularidades nos valores pagos aos shows das bandas É o Tchan, Tomate, Cheiro de Amor e Chiclete com Banana. No entanto, após análise técnica e documental, o Ministério Público concluiu que não há indícios de ilegalidade, superfaturamento ou dano ao erário.
Contratações dentro da legalidade
De acordo com a decisão, as contratações foram realizadas por meio de inexigibilidade de licitação, conforme previsto no artigo 74, inciso II, da Lei nº 14.133/2021, que permite a contratação direta de artistas consagrados pela crítica ou opinião pública, desde que por meio de empresário exclusivo — requisito cumprido em todos os casos.
Os contratos firmados pelo Município de Sete Lagoas comprovaram a exclusividade das empresas representantes de cada atração, garantindo a legalidade dos processos.
Valores compatíveis com o mercado
O Ministério Público também afastou a tese de sobrepreço. Os valores pagos foram:
É o Tchan: R$ 270 mil
Tomate: R$ 360 mil
Cheiro de Amor: R$ 250 mil
Chiclete com Banana: R$ 350 mil
Segundo a decisão, a análise não pode se limitar ao cachê artístico isolado, já que os contratos incluem despesas com logística, transporte interestadual, hospedagem, alimentação e encargos.
Além disso, ficou comprovado que os mesmos artistas chegaram a cobrar valores iguais ou superiores em outras cidades, especialmente durante o período de alta demanda próximo ao Carnaval. Fatores como sazonalidade e deslocamento também influenciam diretamente na formação dos preços.
Trio elétrico: denúncia baseada em premissa equivocada
Outro ponto questionado pelo vereador foi o valor de R$ 532 mil para locação de trio elétrico. O Ministério Público considerou a alegação improcedente, esclarecendo que o montante se referia a uma ata de registro de preços para diversos eventos ao longo do ano, e não exclusivamente ao 7Folia.
Para o pré-carnaval, foi utilizado apenas parte desse valor, com custo unitário de R$ 25.990 por diária, considerado compatível com o mercado.
Arquivamento e nova derrota
Diante da ausência de irregularidades, o promotor indeferiu a instauração de inquérito civil e determinou o arquivamento da denúncia.
A decisão representa mais um revés para o vereador Ivson Gomes, que não conseguiu comprovar as irregularidades apontadas contra a Prefeitura de Sete Lagoas.
O Ministério Público ainda ressaltou que não há justa causa para prosseguimento da investigação, uma vez que todos os elementos analisados demonstram a regularidade dos procedimentos administrativos adotados pelo Município.
A decisão foi do Promotor de Justiça Cristiano César Pimenta Dayrell da Cunha, publicada no dia 26 de março deste ano. O prazo para recurso era de até 10 dias.
SETE LAGOAS ATUALIZAÇÃO: Operação revela esquema de R$ 1 milhão em fraudes no setor hospitalar em Sete Lagoas
FUTEBOL Cruzeiro renova contrato com técnico Artur Jorge até 2030
SETE LAGOAS Homem é preso com carro clonado durante abordagem da PM no bairro Montreal, em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Semana do Registro Civil oferece emissão gratuita de documentos em Sete Lagoas até sexta (17)
SETE LAGOAS Campo do Eucalipal é revitalizado e feira livre é retomada no Olinto Alvim, em Sete Lagoas
IMUNIZAÇÃO Anvisa amplia uso de vacina contra bronquiolite para adultos a partir de 18 anos Mín. 17° Máx. 25°


