
A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (14/5), Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. A prisão ocorreu em Nova Lima, e teria sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dentro das investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
A informação foi confirmada por uma fonte ligada à corporação. Após ser detido, Henrique Vorcaro foi encaminhado para a sede da PF, na capital mineira, onde deve prestar depoimento.
Em março deste ano, durante a operação que resultou na prisão de Daniel Vorcaro e de Fabiano Zettel - pastor e marido da irmã do banqueiro -, a PF identificou uma conta bancária em nome de Henrique Moura Vorcaro com saldo superior a R$ 2,2 bilhões.
Além da investigação federal, o pai de Daniel Vorcaro também é alvo de apuração da Polícia Civil por suspeita de participação em um golpe estimado em R$ 10 milhões.
A reportagem tentou contato com a defesa de Henrique Vorcaro, mas, até o momento, os advogados não haviam se pronunciado sobre a prisão.
A operação desta quinta-feira também atingiu integrantes do grupo conhecido como “A Turma”, apontado como o núcleo violento da organização investigada. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão.
Entre os alvos estão integrantes da própria Polícia Federal. Segundo informações apuradas, uma delegada e um agente da corporação foram afastados de suas funções, embora não tenham sido presos. Já agentes aposentados da PF são alvo de mandados de prisão.
A Operação Compliance Zero é conduzida pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master e ao ex-controlador Daniel Vorcaro.
As apurações apontam suspeitas de criação de créditos fictícios para inflar artificialmente o patrimônio da instituição, além do uso de fundos de investimento para dar aparência de legalidade às operações. A investigação também analisa indícios de lavagem de dinheiro, inclusive com possíveis conexões com o crime organizado, e suspeitas de ocultação de patrimônio por meio de estruturas complexas do mercado financeiro.
Segundo a PF, há ainda indícios de que o investigado teria comandado uma estrutura privada voltada à intimidação de opositores, incluindo jornalistas e funcionários.
O caso ganhou repercussão política e jurídica após prisões preventivas, afastamentos de servidores do Banco Central e processos em tramitação no STF. Outros empresários e gestores também são investigados por supostas ligações com movimentações financeiras consideradas ilícitas.
As investigações seguem em andamento, e os fatos ainda dependem da conclusão dos inquéritos e de eventual julgamento pela Justiça.
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